08 de julho de 2026
Geral

Assalto a banco

Redação
| Tempo de leitura: 5 min

Ladrões voltam a seqüestrar e roubar

Ladrões voltam a seqüestrar e roubar

Para roubar o Banespa de Itapuí, ladrões pernoitaram na casa da gerente e só libertaram seu marido após resgate ser pago

Itapuí - Mais um roubo a banco mediante seqüestro de familiares de gerente da agência foi registrado nas proximidades de Jaú. É o segundo ocorrido na semana e a polícia não descarta a hipótese de uma mesma quadrilha especializada e perigosa ter escolhido cidades pequenas da região para atuar. Depois do caso de Brotas, na segunda-feira, ontem foi a vez de Itapuí. Por aproximadamente 18 horas, o marido da gerente do Banespa de Itapuí, Ricardo Luís da Silva, 53 anos, ficou como refém de ladrões que, para libertá-lo, exigiam uma certa quantia em dinheiro. Após o resgate ser pago, a vítima foi libertada, próximo a São Carlos. O valor pago não foi informado pela gerência do Banespa, mas informações extraoficiais davam conta que teria sido algo em torno de R$ 70 mil.

O roubo teve início por volta de 19 horas de anteontem quando dois marginais renderam a gerente Yone Aparecida Paghetti, 40 anos e seu marido Ricardo Luís, na residência do casal, que fica próximo à prainha de Itapuí.

Mantendo a gerente e seu marido como reféns, os marginais passaram a noite na casa das vítimas. Foram aproximadamente 18 horas de angústia e tensão, sem que ninguém da vizinhança desconfiasse da presença dos bandidos no local.

De acordo com a Delegacia de Polícia de Itapuí, ontem pela manhã, Silva, foi levado em um dos carros da família, um Palio, para uma área afastada. Enquanto isso a gerente foi orientada pelos marginais a ir até a agência, pegar o dinheiro e deixá-lo num ponto combinado na rodovia que liga Araraquara a Jaú. Os ladrões não acompanharam Yone até o banco, pelo menos não lado a lado. Mas, segundo a polícia, ela foi advertida de que estaria sendo vigiada a distância e se acionasse a polícia seu marido pagaria, com a vida, pelo ato. Mesmo assim, ao chegar à agência, que fica na área central da cidade, a gerente comunicou o fato a outros funcionários. O dinheiro foi retirado do banco e levado, pela gerente, até o ponto combinado, no km 117 da SP-255, próximo a Boa Esperança do Sul. Em seguida ela retornou a Itapuí. Enquanto isso, a polícia era acionada e dava início às investigações.

O marido da gerente só foi libertado por volta das 13 horas, em São Carlos e procurou a gerência do banco naquela cidade. Uma equipe de policiais de Itapuí se deslocou para lá e até o final da tarde não havia retornado. O Palio também foi recuperado em São Carlos.

Em depoimento à polícia, a gerente contou que durante todo o tempo em que permaneceram reféns, os ladrões procuraram tranquilizá-los dizendo que eram 'profissionais' e estariam acostumados a essa prática criminosa e, se eles colaborassem, ninguém sairia ferido.

Sem pistas

Até o fechamento desta edição, a polícia de Itapuí e também de Jaú que dá apoio

às investigações, ainda não tinham pistas sobre os assaltantes. Pelo que a polícia pode perceber, trata-se de uma quadrilha especializada e que havia planejado o roubo em detalhes.

Banespa

Na parte da manhã, a agência não atendeu ao público ontem, mas mesmo assim algumas pessoas permaneceram em frente ao prédio à espera de atendimento, que foi normal no período da tarde, e também para saber notícias sobre as vítimas, já que são pessoas conhecidas e bastante queridas da população.

Assim que souberam do roubo ontem, gerentes de outras agências do Banespa, em cidades da região foram para Itapuí acompanhar o desfecho do seqüestro e levar solidariedade

à gerente. O gerente regional do Banespa, Welcy Arantes, disse estar preocupado com esse tipo de ocorrência que já não é a primeira na região. Assim como a polícia, ele acredita que os ladrões, cada vez mais audaciosos e bem equipados, estão procurando buscar mais espaço para suas práticas criminosas em cidades menores, onde, julgam, os meios de segurança e de policiamento sejam menores.

Polícia de Brotas ainda procura pistas

Brotas - O delegado de Brotas, José Fernando Garcia, disse ontem que ainda não tem pistas concretas que levem

à quadrilha que praticou crime semelhante na cidade na

última segunda-feira. Ele não descarta a hipótese dos ladrões serem os mesmos que agiram nas duas cidades e por isso estará mantendo contato com Itapuí para checar possíveis semelhanças no desenrolar da ação dos marginais.

Em Brotas, o roubo começou na segunda-feira por volta das 17 horas.

Cinco assaltantes levaram cerca de R$ 40 mil da agência do Banco do Brasil. Para praticar o roubo, eles renderam a família do subgerente Dario Carlos Astolfi - a mulher e três filhas adolescentes - e passaram a noite na casa das vítimas. Foram 15 horas de tensão. Ao amanhecer o dia, por volta de 9 horas, mantendo Astolfi como escudo e armados com fuzis, metralhadoras e carabina calibre 12, os assaltantes invadiram o banco e pegaram o dinheiro. Enquanto isso, as outras vítimas eram levadas, como reféns, junto com um Santana da família, para um local afastado da cidade. Os parentes de Astolfi, sem ferimentos, foram libertados no final da manhã, na SP-225, em Analândia. O Santana que havia sido levado, também foi deixado em Analândia. Uma Saveiro, também pertencente

à família e que havia sido levada, só foi localizada no final da tarde, na zona rural de Brotas. Astolfi foi liberado na cidade logo depois que os ladrões pegaram o dinheiro.

Assim como ocorreu em Itapuí, os ladrões agiram com muita discrição e não foram notados pela vizinhança, nem mesmo por policiais durante ronda noturna.