13 de março de 2026
Geral

Dívida agrícola

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Ruralistas pressionam por recálculo das dívidas

Ruralistas pressionam por recálculo das dívidas

Diante do impasse em relação às dívidas agrícolas, os ruralistas ameaçam pedir o recálculo em conjunto dos débitos. Na prática, o processo

é inviável, já que ao todo são 1,2 milhão de contratos em débito, somando aproximadamente R$ 20 bilhões.

Maurício Lima Verde Guimarães, vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo e presidente do Sindicato Rural de Bauru, afirma que a situação está chegando em um nível preocupante, já que o Governo Federal está arrastando a solução do problema.

Os ruralistas devem pedir a revisão dos contratos se o governo não decidir nada até dia 31, quando grande parte dos contratos vencem.

Guimarães afirma que o recálculo judicial é inviável para o ruralista pela lentidão dos processos, mas que alguns produtores conseguem até 40% a menos no saldo devedor quando entram legalmente contra as dívidas.

O recálculo mais eficiente na opinião de Guimarães

é o administrativo, feito por uma auditoria que verificasse o real valor das dívidas. Para o representante da categoria, de nada adianta o governo liberar R$ 8 bilhões para crédito se a grande maioria dos ruralistas estão inadimplentes no sistema financeiro e, por isso, não podem mais fazer financiamento.

A próxima reunião da comissão mista (composta por ruralistas, Governo Federal e parlamentares) foi prorrogada para o dia 19, um dia antes do vencimento da Medida Provisória n.º 1918, que determina condições não-aceitas pelos produtores rurais.

Para Guimarães, o atraso na discussão é intencional, e visa enfraquecer o debate dos outros interessados nesta questão, que são os produtores.

A conseqüência no atraso do debate e, principalmente, da solução deste caso é um prejuízo enorme na próxima safra, já que grande parte dos ruralistas estão inadimplentes e, por isso, não devem conseguir crédito para financiar a safra 2000.

Guimarães afirma que a discussão sobre as dívidas agrícolas ganhou mais atenção do governo recentemente, quando os ruralistas foram até Brasília para protestar contra as dívidas agrícolas, buscando uma solução.

FunCafé se reúne na 5.ª para debater o café

O Fundo Nacional do Café (FunCafé) vai discutir no dia 14, próxima quinta-feira, o destino das dívidas do setor cafeeiro. As dívidas do café são com o fundo e somam aproximadamente R$ 700 milhões.

A situação dos cafeicultores não é tão grave como a dos ruralistas que têm dívidas com as instituições financeiras. Os débitos dos cafeicultores venceram dia 1.º deste mês, mas, como o preço do café em baixa, a solução deverá ser levada a discussão.