07 de julho de 2026
Geral

Greve

Redação
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Bancários declaram estado de greve

Bancários declaram estado de greve

Os bancários estão em estado de greve, ou seja, podem parar a qualquer momento. A decisão foi tomada na assembléia realizada na última quinta-feira, dia 14, na sede do Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região.

O estado de greve foi votado pelos dirigentes sindicais da categoria como um protesto pela intransigência dos banqueiros, que não abriram nenhuma negociação em relação

às propostas dos bancários.

O próximo passo da categoria é discutir as estratégias da campanha salarial com os outros bancários no próximo Encontro Nacional dos Bancários, a ser realizado no próximo dia 22, no Rio de Janeiro. Neste evento, serão discutidas as propostas das outras centrais sindicais e, do debate, sairá a decisão ou não de entrar em greve geral, sem tempo determinado.

Uma semana após o encontro, será agendada uma concentração de sindicalistas e de bancários em todas as capitais brasileiras.

A data final para esta discussão e que pode ser o início de uma greve geral é em 10 de novembro, conclamado o Dia Nacional da Luta por Emprego e pelo Brasil. Neste dia, todos os trabalhadores estão sendo convocados a não trabalharem e pode ser o início da greve dos bancários.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região, Laércio Pereira, as paralisações de uma hora em frente às agências do centro serão mantidas.

Os bancos propõem uma reposição inflacionária de 4%, enquanto que os bancários querem 5,75% de perda inflacionária somada ao resíduo do Plano Real, que dá um reajuste de 10,70%. Na questão da produtividade, os bancos oferecem 0% enquanto que os sindicatos reivindicam 15%.

Na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da empresa oferecido pelas instituições é de 80% do salário mais R$ 300,00, com um teto de R$ 3.120,00, mesma remuneração do ano passado. Os bancários querem 25% dos lucros dos bancos, com um mínimo de dois salários. Além disso, os bancos propõem a retirada do adicional por tempo de serviço, que hoje em dia é de R$ 8,40 por ano trabalhado. Para os representantes da categoria, esta é uma forma de incentivar a demissão dos bancários.

Para fortalecer as críticas ao Governo Federal, o sindicato vai realizar hoje, a partir das 10 horas, na esquina do Calçadão com a rua 13 de Maio, uma manifestação que prepara os trabalhadores para a greve geral do dia 10. Na ocasião, os sindicalistas vão estar fornecendo um questionário com perguntas sobre o grau de satisfação da população em relação ao governo FHC.