08 de julho de 2026
Geral

Cooperativismo

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru vai ter cooperativa de trabalhadores

Bauru vai ter cooperativa de trabalhadores

Uma cooperativa que pretende intermediar e facilitar a comunicação entre empresa e trabalhador, sem levar em conta as exigências da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), e que reduz em aproximadamente 30% os gastos com folha de pagamento de uma empresa, deve se instalar em Bauru. A Cooperativa dos Trabalhadores em Atividades Múltiplas (CooperTram), tipo de uma central de terceirização, está buscando associar-se com empresas e trabalhadores para ser ela a intermediária nas relações de trabalho. Em um primeiro momento, a CooperTram vai lidar apenas com trabalhadores em bares, restaurantes, hotéis e afins.

A cooperativa é regulamentada pela lei 5.764, tem pouco mais de dois anos de criação e conta com aproximadamente 1.276 cooperados. Sua atuação tem sido a de intermediar o pagamento de funcionários autônomos, devidamente inscritos no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e na Prefeitura Municipal, e empresas que requisitam este serviço.

O escritório central de Bauru será o responsável por entrar em contato com as empresas e localizar os melhores trabalhadores para determinadas atividades. A empresa, então, estabelece um contrato de trabalho com a cooperativa que determine tempo e remuneração. A cooperativa é a responsável por repassar a remuneração, tomando cuidado para recolher os tributos recolhidos ao INSS.

Focalizando o lado empresarial, a cooperativa defende a redução da carga tributária e o maior incentivo ao trabalhador, já que sua atividade depende exclusivamente de seu desempenho.

"Nós garantimos que o empresário vai economizar entre 26% e 30%, e é por isso que eles estão tão satisfeitos", afirma Adriana Laranjeira, 31 anos, representante da regional de Bauru da CooperTram. Entre os clientes paulistanos, Adriana destaca o Terraço Itália, de São Paulo, e a rede Graal.

Miralda de Souza Cipriani, presidente da CooperTram, a cooperativa nasceu da insatisfação das empresas com as leis trabalhistas e dos trabalhadores com as empresas, dentro de um novo cenário de serviços terceirizados.

Os interessados em fazer parte de cooperativa devem ser necessariamente pessoas físicas. Depois de um primeiro contato, os trabalhadores que quiserem se tornar cooperados passarão por uma palestra de conscientização, já que a ligação com a cooperativa é diferente daquela com a Justiça do Trabalho.

Os trabalhadores cooperados, segundo Adriana, recebem mensalmente o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), as férias e o 13.º salário. "É o trabalhador quem administra sua própria remuneração", afirma.

A cooperativa é a responsável por responder, na segunda instância judicial em diante, os processos trabalhistas contra as empresas. Os prestadores de serviço pela cooperativa podem ou não entrar na justiça contra a empresa que contratou serviços da cooperativa. Os advogados da cooperativa provam pelos contratos a não-existência de vínculo empregatício entre o trabalhador e a empresa, garantindo uma segurança para quem contrata os serviços.

A CooperTram tem sede em São Paulo e escritório regional em Barra Bonita e, a partir de 1 de novembro, em Bauru.