08 de julho de 2026
Geral

Condenação

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Reeducandos do IPA são condenados a 61 anos por estupro

Reeducandos do IPA são condenados a 61 anos por estupro

Gilson Vieira Selles e Elcio Xavier da Silva, reeducandos do Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru, foram condenados a 61 anos e nove meses de prisão em regime fechado por estupro, atentado violento ao pudor e roubo. A dupla, que na data dos crimes, 8 de agosto do ano passado, gozava do indulto do Dia dos Pais, assaltou três pessoas que transitavam num carro próximo ao trevo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e estuprou e violentou uma das vítimas, uma mulher.

No dia 8 de agosto, a 0h5 hora, quando o motorista do Tempra azul placas CEG 0030, de Bauru, acompanhado das outras duas vítimas, aguardava para atravessar o trevo da rodovia Bauru-Ipaussu, na altura da Unesp, foi surpreendido por uma arma encostada no pescoço empunhada por um homem com o rosto parcialmente coberto por uma camiseta. O ladrão pediu que lhe entregasse todo o dinheiro e logo em seguida apareceram mais três homens, todos armados, e com o mesmo tipo de capuz.

Selles e Silva, mais tarde presos, foram reconhecidos pelas vítimas como dois dos quatro ladrões e estupradores. Sob ameaça de morte, os quatro homens fizeram as vítimas desembarcar do carro, passando a revistá-las em seguida. Os ladrões subtraíram cerca de R$ 30,00 do motorista e pediram mais dinheiro e armas. Em seguida, os dois homens foram trancados no porta-malas do carro enquanto a mulher foi obrigada a permanecer no banco traseiro do veículo, tomado pelos ladrões.

Um dos homens, antes de ser colocado no porta-malas, levou uma coronhada de revólver na cabeça. A mulher teve que manter a cabeça abaixada, sob a ameaça de uma arma de fogo. Os ladrões rodaram por mais de 20 minutos com as vítimas, parando num lugar ermo. Então, um a um, os quatro homens passaram a estuprar e a violentar (prática de sexo anal e oral) a mulher várias vezes.

Os ladrões abandonaram as três vítimas e fugiram no Tempra. Além do carro e dos R$ 30,00, eles levaram um aparelho celular com carregador, um aparelho de CD, 12 CDs, um porta CD e R$ 40,00, tudo de propriedade de um do proprietário do veículo, e um relógio pertencente à passageira. Horas mais tarde, o Tempra foi encontrado, incendiado, próximo ao Ferradura Mirim.

Dias depois dos fatos, a Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), após fazer investigações, prendeu Selles e Silva. Eles foram reconhecidos pelas três vítimas como sendo dois dos quatro autores dos crimes. A defesa pediu a absolvição de Selles e Silva, alegando insuficiência de provas.

Em juízo, Selles negou os crimes, afirmando que na data dos fatos estava na casa de parentes, fazendo churrasco. Silva também negou participação nos crimes, com a versão de que nos dias que esteve fora do IPA passou em sua casa, em companhia de sua mãe e de sua esposa. Ele afirmou que na data esteve doente e não saiu de sua casa. No entanto, o juiz Jaime Ferreira Menino concluiu que existem provas suficientes dos crimes e condenou cada um dos réus a um total de 61 anos e nove meses de reclusão.