07 de julho de 2026
Geral

Roubo

Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Polícia investiga tentativa de roubo qualificado

Polícia investiga tentativa de roubo qualificado

A Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra) está investigando uma tentativa de roubo qualificado, ocorrida no final da tarde de anteontem. O roubo só não foi consumado porque os ladrões pegaram a pessoa errada. Após constatar que não era quem eles queriam, eles soltaram a vítima.

A polícia não divulgou o nome da mulher abordada e nem da pessoa que seria a vítima procurada pelos ladrões para não atrapalhar as investigações. De acordo com o registrado em boletim de ocorrência, a vítima, após sair de uma empresa na avenida Nações Unidas, onde deixara seu marido, dirigindo seu carro, adentrou na rua Aparecida.

Nessa rua, uma mulher pediu ajuda à motorista e entrou no seu carro, sacando uma arma e anunciando que se tratava de seqüestro. No entanto, a assaltante ficou em dúvida com relação à entidade de sua vítima e lhe pediu que mostrasse o RG.

Três homens, num Tempra preto, seguiam o carro da vítima. Eles falaram ao celular com a mulher que abordou a vítima. Após constatar que a pessoa abordada não era quem eles queriam, a abandonaram numa rua de terra no Jardim Santana.

A vítima que os ladrões queriam seria a mulher do gerente da empresa. A polícia acredita que eles queriam a mulher para poder roubar a empresa. De acordo com o delegado titular da DIG/Garra, J.J. Cardia, apesar de fatos semelhantes terem sido tratados com seqüestro, essa prática, na verdade, é um roubo qualificado.

DIG/Garra flagra novo golpe

A Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra) descobriu um novo golpe que estava sendo aplicado em Bauru. Após receber denúncias de que uma pessoa estava medindo a pressão arterial na quadra 5 da rua 1.º de Agosto e, em seguida, pedia aos atendidos uma contribuição financeira para uma entidade, a polícia chegou ao atendente de enfermagem desempregado Wilson Pereira, 54 anos, morador em São Paulo.

Pereira, após medir a pressão arterial, na calçada, estaria pedindo contribuição para a Sociedade Assistencial para Cegos Bom Jesus, de São Miguel Paulista (SP). Para quem dava algum valor em dinheiro, ele entregava um recibo de R$ 5,00 em nome da entidade. Conforme explicou o delegado titular da DIG/Garra, J.J. Cardia, a ação se configura estelionato porque, na verdade, os talões eram vendidos pela entidade por um valor fixo.

Pereira estaria fazendo da arrecadação de contribuições para a entidade uma fonte de renda para ele próprio. Cada talão de recibos, conforme apurou a polícia, era vendido a R$ 30,00. O que Pereira conseguisse arrecadar acima desse valor seria lucro dele. Além disso, Cardia lembrou que existe uma regulamentação que determina que medição de pressão arterial só pode ser feita por enfermeiros padrões. Nem as farmácias podem realizar o serviço.

Todos os cartões de contribuição e os aparelhos para medição de pressão foram apreendidos. Pereira, segundo Cardia, vai responder por estelionato em liberdade. Pereira estaria agindo em Bauru há dois dias.

Ladrões amarram e assaltam idosa

A aposentada Luzia Camargo Fonseca, 77 anos, moradora na Bela Vista, passou horas de terror e angústia anteontem. Dois homens encapuzados, ainda não identificados, amarraram os pés e mãos da idosa e a trancaram em sua casa. Eles roubaram o cartão magnético bancário e obrigaram Luzia a contar a senha da conta.

Luzia, que é viúva e mora sozinha, contou à polícia que, por volta do meio-dia, quando saía de sua casa para ir ao centro da cidade, ainda no quintal, deparou-se com dois homens encapuzados. Os ladrões fizeram ela retornar para a cozinha, sendo que um deles a ameaçava com uma faca.

Utilizando um cinto de casaco, um dos ladrões amarrou os punhos da aposentada. Com o fio de um secador de cabelos, amarrou as pernas da idosa. Sob ameaça de morte, a dupla exigiu o cartão magnético, da Nossa Caixa Nosso Banco, da idosa. Ela foi obrigada a entregar o cartão e a revelar a senha da conta.

O ladrão que apanhou o cartão magnético deixou a casa, sendo que o outro, com a faca, permaneceu junto à aposentada por um tempo que ela calcula ser aproximadamente duas horas. Após esse período, ela disse ter ouvido um barulho do lado de fora da casa, quando o ladrão que a vigiava saiu e não mais voltou.

Somente por volta das 19 horas é que Luzia conseguiu se livrar das amarras, quando constatou que o fio do telefone havia sido arrancado. Então, pediu ajuda a uma vizinha e comunicou seus familiares. Cerca de uma hora depois, acompanhada de um parente, a idosa compareceu ao Plantão Policial onde registrou boletim de ocorrência.

No entanto, Luzia não soube informar à polícia as características dos ladrões porque, além do medo que sentiu, eles estavam encapuzados e usavam luvas. A mulher também não sabia o valor em dinheiro que tinha na conta bancária da Nossa Caixa Nosso Banco. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), mas até ontem à tarde a polícia não tinha pistas dos ladrões e ainda não sabia o valor roubado da aposentada.