DIG/Garra apreende 24 caça-níqueis
DIG/Garra apreende 24 caça-níqueis
A Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra) apreendeu 24 máquinas caça-níqueis ontem em Bauru. Essas máquinas, programadas eletronicamente, são consideradas jogos de azar. Dezessete pessoas foram indiciadas.
Anteontem, o ministro do Esporte e Turismo, Rafael Grecca, anunciou a proibição das máquinas caça-níqueis e dos bingos eletrônicos. No entanto, em Bauru, as apreensões seriam feitas independentemente da decisão do ministro do Esporte e Turismo.
É que há cerca de dois meses o titular da DIG/Garra, delegado J.J. Cardia, apreendeu e enviou para a Polícia Técnica três máquinas caça-níqueis para análise. O laudo, que classificou as máquinas como jogos de azar, havia terminado de chegar à delegacia.
Foram apreendidas 24, mas Cardia acredita que cerca de 200 máquinas caça-níqueis estavam funcionando em Bauru. Ontem, quando a polícia começou a fazer a apreensão, os próprios locatários e donos passaram a retirar as máquinas dos bares, lanchonetes, farmácias e outros estabelecimentos rapidamente, para evitar a apreensão.
As apreensões foram na área central da cidade e em alguns bairros. J.J. Cardia disse que o objetivo, que era retirar as máquinas do comércio, foi alcançado. Ele avisa que a operação vai continuar, "até que a última máquina da cidade seja apreendida".
Dezessete pessoas, entre proprietários e locatários das máquinas, foram indiciadas, em termo circunstanciado, pelo artigo 50 da Lei de Contravenções Penais. A pena prevista para a contravenção é de três meses a um ano de reclusão mais multa.
A DIG/Garra também apreendeu bingos eletrônicos, de casas de bingos, que também são considerados jogos de azar. Apenas os bingos manuais estão permitidos. As máquinas e os bingos eletrônicos foram recolhidos num depósito e vão acompanhar os autos dos processos.
Dinheiro
As máquinas caça-níqueis eram consideradas, por muitos comerciantes, uma "mina de dinheiro". O proprietário de um bar na área central, que preferiu não se identificar, disse que a caça-níquel era a maior fonte de renda de seu estabelecimento, dando muito mais dinheiro que a venda de cerveja e pinga.