Esquadrão da Vida aceitaria gerenciar Febem
Esquadrão da Vida aceitaria gerenciar Febem
Texto: Andréia Alevato Ascari
A entidade de recuperação de dependentes químicos, o Esquadrão da Vida, aceitaria administrar a Fundação do Bem-Estar do Menor (Febem) em Bauru. O governo estadual está disposto a debater com a comunidade uma alternativa aceitável para a instalação de uma unidade da Febem na cidade, segundo matéria divulgada ontem pelo JC. O governo também pode acatar a idéia de se realizar uma parceria com entidades de Bauru, como o Esquadrão da Vida, para administrar a unidade. Essa alternativa havia sido descartada pela assessora da presidência da Febem, Mirim Gomes da Silva, em reunião realizada no início do mês, na Instituição Toledo de Ensino (ITE).
Segundo o diretor executivo da entidade, Edmundo Muniz Chaves, a experiência, adquirida com o Esquadrão da Vida em recuperar adolescentes e reintegrá-lo a sociedade, seria positiva para a Fundação.
"A Febem não é um problema e sim uma solução. Ela vem para acabar com o problema dos menores infratores da cidade e não para se tornar um problema", disse Chaves.
A administração da Febem sendo feita pelo Esquadrão da Vida também será uma forma de garantir para a sociedade bauruense que não vão haverá super-lotação da entidade e, consequentemente, não irão existir fugas e rebeliões, de acordo com o presidente do Esquadrão da Vida, Primo Alexandre Mangialardo.
"A proposta oferecida para nós é de que o Esquadrão da Vida terá a última palavra sobre lotação. Nós é que vamos coordenar quantos entram e quantos saem somo nós. E é do nosso interesse não deixar que a unidade fique super-lotada, para que não haja fugas e rebeliões. Nessa oferta que o Estado fez e que nós aceitamos, foi colocada mais responsabilidades para o Esquadrão do que para a própria Febem. Nós vamos determinar como, quantos e de que maneira os menores infratores seriam tratados na unidade. E garantindo que só estarão na Febem de Bauru os menores de Bauru e região", afirmou Mangialardo.
Sobre o local da instalação da unidade da Febem, Chaves disse ser inviável construir a unidade na zona rural, porque dificulta a recuperação e reintegração do menor infrator, o acesso aos pais, a saúde e educação.
"Nós estamos plenamente de acordo com a instalação na zona urbana, no caso, próximo ao Zoológico de Bauru. A instalação da unidade na zona urbana facilita o acesso aos pais, a saúde e educação e todas as coisas que ajudam na recuperação e reintegração social do adolescente", ressaltou Chaves. "E mesmo porque, quando a pessoa foge, seja da Febem ou de uma penitenciária, ela vai fugir para a cidade, onde ela pode roubar um video-cassete ou um toca-fitas e trocar por crack, e não para o mato. Ele não vai querer roubar uma vaca, porque ninguém troca uma vaca por uma pedra de crack", completou Mangialardo.