SindLuz consegue suspender PDI na CPFL
SindLuz consegue suspender PDI na CPFL
Texto: Luciano Augusto
A 1.ª Junta de Conciliação e Julgamento de Bauru acatou pedido do Sindicato dos Empregados na Geração, Transmissão e Distribuição de Eletricidade no município de Bauru e região ( SindLuz) e concedeu medida liminar determinando que a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) discuta com o sindicato as condições para implantação do Programa de Desligamento Incentivado
(PDI) que estaria sendo implantado pela companhia.
A alegação é que o sindicato, conforme o que ficou acertado em acordo coletivo, deveria ser informado pela empresa.
De acordo com o presidente do SindLuz, Luis Cássio Moura, o acordo coletivo estabelece condições prévias para a implementação de planos para rescisão de contratos de trabalho de trabalhadores afetados por processos de reorganização empresarial, reestruturação organizacional e/ou tecnológica. Nestes casos, a empresa deveria informar e chamar o sindicato para discutir as demissões.
Moura afirmou que no setor de Recursos Humanos (RH) da CPFL, por exemplo, que conta com 126 funcionários, a intenção era diminuir para cerca de 70. Outro setor afetado, segundo o presidente do SindLuz, seria o departamento financeiro da empresa.
Com o objetivo de salvaguardar o direito individual do trabalhador, a liminar concedida pela 1.ª Junta estabelece que os trabalhadores que desejarem, espontaneamente, aderirem ao Plano de Desligamento Incentivado proposto pela CPFL, poderão faze-lo. Basta comparecerem à junta, pessoalmente, acompanhados dos representantes do sindicato e da empresa para ratificarem sua adesão.
CPFL
De acordo com o gerente de distribuição da CPFL em Bauru, Lúcio Esteves Júnior, o PDI não foi implantado em Bauru. O programa de demissão atingiu somente a diretoria financeira da empresa, que fica em Campinas.
Sindicato quer impedir leilão de companhia
O Sindicato dos Empregados na Geração de Transmissão e Distribuição de Eletricidade de Bauru e região
(SindLuz) deverá acionar, hoje, em São Paulo, o Centro de Apoio da Procuradoria do Meio Ambiente para que o órgão impeça o leilão de privatização, marcado para o dia 27 de outubro, da Companhia de Geração de Energia Elétrica do Tietê (28 usinas instaladas, entre elas as de Barra Bonita e Ibitinga). O sindicato argumenta que a cotação da companhia (calculado em R$ 721 milhões) está muito aquém do valor real, pois incide somente sobre o patrimônio da empresa.
"Estamos preocupados com o desmonte desse patrimônio", afirma o presidente do SindLuz, Luiz Cassio Moura. Conforme Moura, somente a área física da empresa soma mais de quatro mil e cem hectares. Outro fator destacado pelo sindicalista é a falta, com a privatização, de um órgão regulador sobre o uso da água. A preocupação
é que com a venda da companhia a disponibilização de água para a população e para a irrigação fique prejudicada.
Um terceiro ponto é e questão das demissões e a contratação de técnicos estrangeiros em detrimento dos nacionais. Segundo Moura, essa vem sendo a tônica em outras empresas privatizadas.