08 de julho de 2026
Geral

Energia elétrica

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

CPFL detecta ligações clandestinas no Fortunato

CPFL constata furto de energia no Fortunato

Várias casas do Núcleo Fortunato Rocha Lima têm ligações de energia elétrica clandestinas, as chamadas gambiarras. A constatação é da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), que ontem pela manhã esteve no bairro para cortar o fornecimento de energia de algumas casas. No entanto, um grupo de moradores começou um tumulto e tentou impedir a execução do serviço e os funcionários precisaram ser escoltados por três viaturas da Polícia Militar.

Parte das ligações irregulares foi cortada, mas o serviço não foi concluído. A CPFL não soube estimar o número de casas com gambiarras, mas existe informações extra-oficiais que pode chegar a 60% do bairro. Além de ser enquadrado como furto, o uso clandestino de energia elétrica representa risco de acidente.

A gambiarra é uma ligação feita diretamente da fiação da via pública para se levar a energia elétrica até o imóvel. Conforme explicou Ricardo Ferreira Júnior, diretor diretor comercial da CPFL, vários casos foram verificados ontem. Os donos das casas foram qualificados e convocados a comparecer à CPFL para acertar as pendências e regularizar a situação para, depois, a energia ser restabelecida.

Ferreira Júnior disse que cada caso é estudado de forma separada, mas via de regra a CPFL irá fazer uma média do consumo do período de utilização clandestina de energia e cobrar o valor do dono da casa. Ele ressaltou que além do aspecto legal, as ligações clandestinas preocupam muito a companhia pelo risco de acidentes que representam.

Normalmente, essas ligações clandestinas são feitas com a rede energizada e pelos próprios moradores, que raramente têm conhecimento técnico para fazer o serviço. Também há risco de curto-circuito. A operação de corte das ligações clandestinas foi suspensa ontem. Hoje, a CPFL deve rediscutir o assunto, inclusive com o tenente Hudson Covolan, comandante do Pelotão Noroeste

- região onde está o Fortunato - para definir o que fazer.

Para Covolan, é necessário fazer uma campanha de conscientização no bairro, esclarecendo os moradores que eles têm que pagar pelo consumo de energia e não podem fazer gambiarras. O Núcleo Fortunato Rocha Lima tem cerca de 480 casas - relativas à primeira etapa do Projeto de Desfavelamento. Essas casas foram entregues com rede de água e energia elétrica.

Mas com o passar do tempo, o fornecimento de energia de muitas residências foi cortado por falta de pagamento. Vários moradores, ao invés de acertar o débito com a CPFL e regularizar a situação, acabou fazendo gambiarras para voltar a ter energia em suas casas.