CFO vai investigar atividades na USP
CFO vai investigar atividades na USP
O Conselho Federal de Odontologia (CFO) estará em Bauru na próxima semana para investigar supostas irregularidades envolvendo o desenvolvimento das atividades de professores da Universidade de São Paulo (USP). Diferente do que foi publicado anteontem, a entidade não fará sindicância para apurar a conduta do professor Agnaldo Campos Júnior, mas sim para obter informações sobre denúncias feitas por ele que apontam possíveis irregularidades.
O Conselho vai instaurar uma sindicância a pedido do Ministério Público Federal, que solicitou a colaboração da entidade para obtenção de dados técnicos que possam ser usados como subsídio ao inquérito civil público que investiga o desvirtuamento das atividades extra-curriculares por professores da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP).
A denúncia foi feita pelo professor Campos Júnior em maio deste ano, quando foi instaurado o inquérito civil público pelo Ministério Público Federal. Alguns professores não estariam cumprindo o regime de dedicação integral à docência e à pesquisa, fato que estaria propiciando aumento significativo de seus rendimentos.
Em Bauru, o Conselho Federal de Ondontologia deve permanecer apenas um dia para levantar as informações necessárias. Todos os dados serão entregues ao Ministério Público Federal, a quem caberá tomar as medidas necessárias.
O secretário-geral da entidade, Eros Petrelli, diz que o Conselho deve analisar também se os professores praticaram ou não infrações éticas. Caso tenha havido erros de conduta dos profissionais, o CFO pode instaurar um processo. Sendo comprovada alguma irregularidade, os professores podem ser punidos com penas que vão da advertência
à cassação do diploma. (AA)