08 de julho de 2026
Geral

Comentário político

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

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Jogo do poder I

A Câmara Municipal de Bauru volta a se reunir hoje a partir das 17 horas, para a sessão ordinária desta semana. A correlação de forças entre situação e oposição ainda não está muito clara. O Executivo tem obtido vitórias na aprovação de projetos ou mesmo de vetos, mas também já perdeu votações importantes.

Jogo do poder II

Somente com o andar da carruagem dará para se ter uma noção mais exata de como os vereadores vão se comportar. Na edição de anteontem do JC, o vereador Roberto Bueno (PTB) alfinetou colegas que, segundo ele, fazem oposição sistemática e eleitoreira. Embora tenha negado o rótulo de líder do prefeito, Bueno se aproxima a cada sessão desta condição.

Jogo do poder III

Como pode lhe criar embaraços eleitorais, Bueno deverá marcar posição de líder, sem assumir o "trono" de fato. Algo parecido com o que fez o tucano Edmundo Albuquerque. Assim, Nilson vai levar sua administração-tampão até o final do ano que vem. Além do mais, ele joga com a aproximação do período eleitoral. Quem

é oposição, vai marcar cerrado, mas quem não é, vai jogar no campo do pragmatismo.

Toma-lá-dá-cá

É com os pragmáticos - também chamados de

"turma do toma-lá-dá-cá" - que o prefeito poderá garantir (e isso já tem ocorrido) as maiorias de que precisa, desde que não sejam de dois terços, estas já mais complexas. Após o dia 3 de outubro de 2000, volta a ser o salve-se quem puder, já na perspectiva do prefeito eleito.

Geografia das cadeiras

Só para lembrar: a bancada pró-Nilson tem seis vereadores do PPB garantidos, conta quase sempre com Edmundo Albuquerque

(PSDB) e Roberto Bueno (PTB), além daqueles que levitam em torno de um ou de outro lado, como Paulo Agustinho (PTB), Catarina Carvalho (PFL), Majô Jandreice (PC do B), Salvador Afonso

(PDT) e Futaro Sato (PMDB).

Febem/punição

A discussão sobre a instalação da Febem (este não é um debate exclusivo de Bauru) chegou à Assembléia Legislativa, através dos deputados que representam suas cidades. O deputado estadual Paulo Teixeira (PT) apresentou um projeto de lei que visa punir financeiramente os municípios que rejeitam instalar unidades da Fundação do Menor.

No município

Segundo o deputado, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que as medidas de internação dos jovens infratores sejam cumpridas nos municípios onde foram cometidos os delitos. Até aí, tudo bem. A questão é: quem garante que a unidade local da Febem só terá menores da cidade ou da região? Esta é a maior preocupação, ao lado da questão sobre o melhor local.

Abaixo-assinado

No mesmo dia em que o JC anunciou que as autoridades vislumbravam outro local para instalar a unidade de Bauru - perto do trevo da Eny - moradores da Zona Sul da cidade, principalmente dos condomínios mais próximos da região focalizada, iniciaram uma movimentação, que culminou num abaixo-assinado a ser entregue nos próximos dias à Prefeitura e ao Estado.