08 de julho de 2026
Geral

CEI dos transportes

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

CEI volta a convocar Previdello

CEI volta a convocar Previdello

Texto: Nélson Gonçalves

Comissão de Inquérito resolveu conceder mais um prazo para que o empresário Adhemar Previdello apresente explicações sobre contratos

A presidência da Comissão Especial de Inquérito

(CEI) do caso Previdello esperava encerrar a fase de depoimentos ontem. Entretanto, após um novo pedido de documentos por parte de Adhemar Previdello, a CEI decidiu dar nova oportunidade para que o empresário apresente suas manifestações. O proprietário das empresas Pérola Turismo e Bariri Tur terá a consultoria jurídica da Câmara

à disposição até o dia 17 de novembro quando, então, está convidado a prestar depoimento.

É a segunda vez que Adhemar Previdello é convocado e não comparece para depor na CEI que investiga os contratos firmados entre a Prefeitura e as empresas Bariri Tur e Pérola Turismo. Na vez anterior, Previdello alegou compromissos já assumidos. Ontem, entretanto, ele mencionou documentos que precisaria analisar antes de prestar declarações.

A presidência e a relatoria da CEI defenderam que não era necessário abrir novo prazo para que Adhemar Previdello se manifestasse no processo. Isso porque a CEI entende que dos documentos solicitados a grande maioria já foram enviados e que, entre os que estariam faltando, estão cópias dos depoimentos já realizados e contratos que não estão sob investigação da CEI, de 1999.

O presidente da comissão, Luiz Carlos Valle, ponderou que a Câmara não tem nenhuma obrigação de enviar cópias dos depoimentos anteriores para outro depoente, no caso Previdello. "Mesmo porque o pedido é absolutamente desnecessário já que as reuniões foram transmitidas na íntegra pela TV Câmara para toda a população e a imprensa cobriu com toda a transparência os trabalhos, informando tudo o que foi dito aqui pelo ex-secretários da administração", fala. Valle também citou como exagero o pedido de cópias dos contratos firmados pela TUA e Kuba com a Prefeitura. "O requerimento não tem sentido porque os contratos deste ano dessas duas empresas não estão com a Câmara, estão com a Prefeitura, e não são objeto de avaliação nesta comissão", menciona.

Para o presidente da CEI, o empresário Adhemar Previdello dá demonstrações de que não tem nenhum interesse em aproveitar as convocações da comissão para apresentar suas considerações. O relator da comissão, vereador Toninho Garmes (PSDB), entende da mesma forma e amplia que "não há nenhuma oportunidade de se falar em cerceamento de defesa com todas as informações e oportunidades que estão sendo dadas ao empresário".

Apesar destes elementos, a presidência resolver acatar sugestão feita pelos membros Rino Biagio (PPB) e Rogério Medina

(PTB) sobre a concessão de mais 12 dias de prazo para que o empresário possa avaliar os documentos que julgue necessário na comissão. A CEI decidiu que todos os documentos estão

à disposição do empresário, ou de seu procurador legalmente constituído, na Câmara Municipal, até o dia 17 de novembro, data em que foi marcado o depoimento, às 14 horas. Depois disso, a CEI vai encerrar a fase de depoimentos e passar o processo para Antonio Carlos Garmes elaborar o relatório final.