17 de março de 2026
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Eva Rodrigues
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Julgamento de animais é informatizado na grand Expo

Julgamento de animais é informatizado na Grand Expo

Texto: Eva Rodrigues

O julgamento de todos os animais que devem passar pela Grand Expo 99 até o final da semana conta com a retaguarda da informática para a agilização dos trabalhos. Todo o processo de julgamento é acompanhado por duas equipes de informática que vão jogando os dados nos computadores e dando os resultado de forma imediata.

As duas equipes - uma da Associação Rural do Centro Oeste (Arco) e outra da empresa Três Barras - desenvolveram softwares específicos para cada raça em julgamento.

"Cada associação tem um regulamento específico para a raça. A Nelore, por exemplo, tem 500 animais, 50 expositores, três juízes e 15 categorias. Tudo isso envolve somatórias que feitas manualmente complicariam a divulgação imediata dos resultados - e os resultados manuais são mais sujeitos a erros", explica o responsável pela informática da Arco, Ricardo César de Oliveira. A mangalarga é a raça que tem o sistema mais complexo de classificação.

Todas as pontuações obtidas pelos animais em Bauru vão para um ranking nacional das raças. "Com a divulgação rápida dos resultados, o dono de um grande campeão da raça aqui já começa imediatamente a fazer o marketing do animal", conta Ricardo.

Área em desenvolvimento

Para quem procura novos segmentos para o desenvolvimento de softwares talvez esse filão de julgamento de animais seja uma alternativa a ser considerada. De acordo com Ricardo de Oliveira, existem no País cinco equipes que atuam nessa área e a Três Barras, de Belo Horizonte, é uma das mais antigas - atua há 20 anos no ramo.

Todo o sistema que acompanha os julgamentos funciona com alguns computadores Pentium II e notebooks ligados em rede na plataforma Windows NT. "Nossa idéia agora é desenvolver um único software que tenha condições de atender a todas as raças com suas especificidades", afirma Ricardo.