08 de julho de 2026
Geral

Oposição

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

PSB está fora do grupo de oposição a Nilson

PSB está fora do grupo de oposição a Nilson

Texto: Josefa Cunha

O presidente do PSB de Bauru, Pedro Romualdo, disse ontem que o partido não participa e nem tem intenção de integrar o movimento que busca a composição de um bloco contra o governo Nilson Costa (PPS). A legenda, que tem o ex-deputado Tuga Angerami como principal liderança, pretende unir-se a outros partidos de esquerda para discutir as demandas sociais do município, mas descarta quaisquer ações políticas de oposição à administração municipal.

A manifestação de Romualdo rebate informações de que o PSB estaria entre os partidos que intencionam formar um bloco de oposição fechada na Câmara Municipal. A resistência a Nilson Costa ainda teria o apoio do PDT, PT, PC do B, PV e PSTU, mas os comentários são de que PV e PSTU também estariam fora pelo fato de não possuírem representantes no Legislativo.

Romualdo não vê sentido em o PSB participar de um grupo de oposição sem ter um parlamentar com assento na Câmara. "Não temos como interferir em ações que cabem tão somente aos vereadores. Acho importante a existência de bancadas com posições definidas, como também acredito que os vereadores de oposição já tenham o respaldo suficiente de seus partidos. Não há porque conclamarem a nossa interferência", considerou.

Sem citar nomes, Romualdo contou que foi convidado para uma reunião do movimento, declinando prontamente ao chamado. Tuga Angerami também seria convidado a integrar o grupo, mas, em nome do partido, também deverá recusar. "As questões têm que ser deliberadas em nível partidário e recomendarei ao Tuga que fique de fora", adiantou.

A recusa do PSB, no entanto, não muda a intenção do partido no que se refere a discussões políticas

"extra-Câmara". Pelo contrário, Romualdo ratifica o propósito de compor uma aliança com as legendas de esquerda para debater os problemas de Bauru. A idéia passa por conversações constantes em busca de soluções político-administrativas para o município. "Nessas discussões ampliadas, podemos até ver surgir um programa de governo unificado. Não se trata de uma composição voltada ao processo eleitoral, até porque é ainda muito cedo para isso."