04 de março de 2026
Geral

Trabalho na Expo

Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 2 min

Exposições agradam os tratadores de animais

Exposições agradam tratadores

Texto: Andréia Alevato

Levantar muito cedo para tratar de bois, vacas ou cavalos. Alimentar, dar banho, ordenhar, entre outras atividades. Tudo isso faz parte do dia a dia dos tratadores, que trabalham nas fazendas e cuidam do gado e cavalos.

Geralmente, quem cuida dos animais é quem viaja por várias cidades do País, e passa pelas exposições e feiras agropecuárias. E quem pensa que viajar e conhecer várias cidades diferentes é fácil, se engana. O trabalho dos tratadores não pára na época das exposições. São eles que viajam junto com os animais e cuidam de tudo, para que nada dê errado durante o evento.

Dormir, só em barracas, sempre torcendo para que não chova e a barraca não inunde. O casal Maria das Graças e José Romualdo Meireles trabalham em uma fazenda em Brotas. Os dois acompanham o gado nelore em exposições. Ela adora ir expor o gado. Ele, vai somente porque é seu trabalho.

"Muita gente gosta de ir em feiras. Outras só vão por causa do trabalho. Eu adoro. Ele (José Romualdo) não", disse Maria das Graças.

Em exposições, além de dormir em barracas, os tratadores comem nos restaurantes ou barracas dentro do recinto. O trabalho aumenta.

"Quando a gente está em exposições, se ficarmos acordados a noite inteira, temos trabalho", completou Maria das Graças. Ontem, o casal estava arrumando as coisas para ir embora, já que o julgamento de nelores havia acabado. Mas, já se preparavam para ir na próxima feira agropecuária, dia 7 de dezembro, em Avaré.

O jovem Douglas Fernando Dias, 16 anos, trabalha com os três irmãos em Duartina. Ele já ficou mais de duas semanas fora de casa, em exposições. O trabalho é grande. Ele tem que limpar o gado e cuidar para que ele não suje o chão e deite em cima, dar comida e banho sempre.

"Gosto muito de trabalhar em exposições", disse Douglas.

Diego Ferreira Araújo tem apenas 11 anos, e sempre que pode, vai ajudar o pai, Benedito Araújo, nas exposições. Ele, que mora em Ocauçu (região de Marília), também dorme em barracas, e quando chove, como sábado, tem que dormir na barraca alagada.

"Gosto de vir nas feiras, ajudar meu pai e brincar com os bois", contou Diego.

Ethel Valarini e Ednaldo da Silva Pinto trabalham em um haras de Bauru, cuidando de cavalos. Também viajam por todo Brasil participando de campeonatos das raças Apalusa, Paint Horse e Quarto de Milha. Geralmente, eles ficam entre dois e três dias fora de casa e dormem no caminhão. Sempre acordam

às 4 horas da manhã para dar a primeira refeição aos cavalos.

"Às vezes, acaba uma etapa de um campeonato, e já vamos para outra. Mas eu gosto dessa vida e dessa profissão", concluiu.