17 de março de 2026
Geral

Greve dos bancários

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Bancários públicos discutem possível greve

Bancários públicos discutem possível greve

Os bancários do Banespa, Caixa Econômica Federal

(CEF) e Banco do Brasil (BB) discutem nos próximos dias a possibilidade de entrar em greve nos dias 24 e 25 em protesto contra o reajuste de zero porcento proposto pelas instituições financeiras.

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região vai participar das discussões, primeiramente no Encontro Nacional dos Funcionários do Banespa e, depois, no Encontro Estadual dos Funcionários da CEF e nas assembléias com os que trabalham no Banco do Brasil.

De acordo com Marcos Aurélio Silvestre, diretor de comunicação do sindicato, a exigência dos representantes da categoria

é que ao menos os bancos paguem o índice de reajuste proposto pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), de 5,5%.

É a primeira vez que o Banespa propõe reajuste zero e o quinto ano consecutivo que os funcionários da CEF recebem esta mesma proposta de reajuste salarial.

Sindicato pára Bandeirantes em protesto nacional

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região paralisou ontem as atividades do Banco Bandeirantes até às 12 horas. A paralisação foi realizada em nível nacional e visa pressionar o banco a pagar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cujo vencimento foi na última sexta-feira.

De acordo com o sindicato, o banco se recusa a pagar a PLR porque afirma que não está tendo lucro este ano. No ano passado, o prejuízo do Bandeirantes foi de R$ 24,9 milhões e, mesmo assim, um abono no final do ano foi pago aos funcionários.

O prejuízo que a instituição soma é de aproximadamente R$ 4,9 milhões nos primeiros seis meses. Na opinião do sindicato, este dado não deveria inviabilizar o pagamento aos funcionários ao menos de um abono. A PLR recebida pelos bancários foi de 40% do salário devido mais R$ 134,00.

Outro motivo para as manifestações contra o Banco Bandeirantes é a denúncia de que ele estaria cobrando tarifas a mais e a própria pressão nos funcionários em cumprirem metas de vendas de produtos.