08 de julho de 2026
Geral

Comentário Político

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

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Sem novidade

Fez-se um grande alarde quanto à possibilidade de uma reviravolta no caso da saída do ex-vereador Walter Costa da Cohab, mas até então nada havia de concreto. O fato (noticiado há várias semanas pelo JC) é que Costa está

à disposição do prefeito para assessorá-lo no Gabinete, com todo trânsito político que possui.

Cargo vago

Por sinal, segundo um assessor da Cohab, o cargo que Costa ocupava

- de diretor habitacional - ficará sem titular, sendo acumulado por Arialdo Mercadante, presidente da empresa. O assessor disse que Mercadante não receberá nada pelo acúmulo, muito menos o salário do ex-vereador.

Concorrência

Walter Costa deixou a diretoria de habitação por esta ser uma área de grande trânsito junto aos mutuários. Os aliados do prefeito, do PPB, principalmente os vereadores, não queriam Costa competindo com eles em um reduto que agora está sob controle da legenda. "O cargo não pode ser ocupado por um político", disse um deles.

Emergência em atraso

A Prefeitura de Bauru fará, mais uma vez, com que projetos em regime de emergência esperem um pouco mais para tramitar na Câmara. Agora, o atraso provocado pelo Executivo não foi por um erro no processo, mas no procedimento. A Secretaria de Negócios Jurídicos enviou quatro projetos e retirou em seguida.

Retirada estratégica

Desta vez, o Executivo incorreria em erro de iniciativa, já que os projetos foram assinados pelo secretário Luiz Pegoraro. O motivo alegado era a viagem do prefeito a Miami, nesta semana. Entretanto, como a ausência é de apenas 5 dias, não há vacância nem impedimento do cargo.

Gosto pela caneta

Neste caso, o secretário de Negócios Jurídicos pode até responder pelo comando do Palácio das Cerejeiras, mas não pode assinar projetos de lei.

Um vereador oposicionista, da turma dos gozadores, disse que Pegoraro gostou tanto de ser o "prefeito" por alguns dias que até sacou a caneta oficial.

Reação às críticas

O presidente do DAE, Flávio Uchoa, reagiu com naturalidade, ontem, às críticas que lhe foram endereçadas por setores da administração e de fora dele. Disse que se sentiu até lisonjeado em saber que empresários não vêem sua atuação com bons olhos.

"Com os nossos parceiros comerciais temos nos entendido muito bem", afirmou.

Serviço sem autorização

O Executivo garantiu, ontem, pelo secretário Luiz Pegoraro, que não houve nenhuma autorização para que uma das empresas de Adhemar Previdello prestasse serviços sem contrato, a partir de setembro de 98, para a Prefeitura, conforme disse o empresário à CEI do Transporte. Previdello está cobrando R$ 400 mil por serviços prestados.

Assunto pendente

Luiz Pegoraro disse que, sem o contrato, a empresa até teria direito à indenização pelo serviço realizado. Mas a Prefeitura não autorizou, ao contrário do que disse o empresário. O pagamento não foi feito até agora, de acordo com o secretário Jurídico, porque tal assunto está pendente na CEI da Câmara.