08 de julho de 2026
Geral

Tráfico de Entorpecente

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Dise desbarata quadrilha de crack

Dise desbarata quadrilha de crack

Texto: Rita de Cássia Cornélio

Em menos de 24 horas, a equipe de investigação da Delegacia Sobre Entorpecente de Bauru (Dise), desbaratou uma quadrilha e aprendeu 30 pedras de crack. Oito pessoas foram presas.

A "Operação Crack", desencadeada pela delegacia, envolveu todo o efetivo e teve início por volta do meio dia de quinta-feira. No final da mesma tarde, os investigadores da Dise prenderam em flagrante por tráfico José Aparecido Alves, 18 anos, e O.G.S, 18 anos, por porte e uso de entorpecente.

Com Alves, foi encontrada uma pedra de crack. Em sua casa foram localizadas mais 11 pedras da mesma droga. O fato aconteceu no Jardim Ferraz. Pouco depois, a equipe de investigação foi para o outro lado da cidade, no Núcleo Beija-Flor, onde uma informação dava conta de que na quadra 3 da rua Josias de Souza estava ocorrendo tráfico de entorpecente.

A apreensão só foi possível porque os investigadores estavam usando carros comuns e não viaturas da polícia. Um menor, S.P.S., de 16 anos, foi quem levou os policiais até a casa da pessoa que ele intitulava de "patrão". O menor foi abordado pela Polícia Militar e nada foi encontrado com ele.

Os investigadores, que observavam a movimentação, esperaram a viatura da PM deixar o local e procuraram o menor para comprar crack. De imediato, ele ofereceu uma pedra da droga, mas os investigadores pediram mais.

O adolescente concordou em levá-los até a casa do

"patrão". "Ele não imaginou que se tratava de policiais. Achou que eram dependentes da droga e propôs a levá-los até a casa do patrão, onde havia mais pedras disponíveis para a venda", disse o delegado da Dise.

S.P.S. teria dito aos investigadores que na casa do "patrão" havia uma "pedra de rachar a testa", denotando a qualidade da droga. Por volta da uma hora da madrugada, a equipe chegou na casa e encontrou os moradores, os irmãos Alexandro Barsoti, 22 anos, e Claúdio Barsoti, 32 anos.

Claúdio Barsoti foi quem atendeu o menor e trouxe cinco pedras de crack para vender aos investigadores. Eram cinco pedras grandes. A casa foi cercada pelos policias civis e militares, que apoiaram a operação.

No interior da residência estava outro menor, A.T.M., de 16 anos, e os maiores Adriano Peloso, 21 anos, e Ademir Rogério Ribeiro, 24 anos. As pedras de crack foram localizadas em várias partes da casa. No cesto de papel do banheiro, na fossa do quintal, enterrado em um quartinho dos fundos e dentro de uma caixa de descarga.

Além do crack, os policiais encontraram dois tijolos pequenos de maconha, dinheiro e cheques. No total, foram apreendidos 28 pedras de crack pequenas, duas grandes que poderiam dar origem a 20 pequenas e dois pequenos tijolos de maconha.

Todos os maiores envolvidos no tráfico foram autuados em flagrante por tráfico e associação para o tráfico de entorpecente. Os menores foram autuados em ato infracional grave e apreendidos, ficando à disposição do juiz da Vara da Infância e Adolescência.