Sorri enfrenta a maior crise dos últimos anos
Sorri enfrenta a maior crise dos últimos anos
A queda da receita e aumento das despesas desencadearam a mais grave crise financeira enfrentada pela Sociedade de Reabilitação e Reintegração do Incapacitado (Sorri). A entidade enfrenta dificuldades para fazer o pagamento do 13º salário dos funcionários e está iniciando uma campanha para tentar angariar os recursos junto à comunidade.
Segundo o presidente da Sorri, João Carlos de Almeida - o JoãoBidu - a entidade precisa de R$ 18 mil para fazer o pagamento da segunda parcela do 13º salário em dezembro e R$ 14 mil para arcar com as despesas de janeiro, mas o dinheiro não tem de onde ser tirado.
Ele explica que a entidade sempre enfrentou dificuldades no final de ano, mas desta vez a situação é pior porque houve aumento das despesas provocadas, entre outros motivos, pelo aumento do piso salarial de alguns funcionários que mudaram de sindicato. Além disso, houve queda de cerca de 40% na receita.
Este ano, a Sorri não promoveu eventos para arrecadar recursos e enfrentou uma queda de mais de 66% na verba destinada pelo Fundo Estadual do Bem-estar Social. No ano inteiro, a entidade deixou de receber R$ 72 mil devido a uma falha de informação entre o órgão estadual e a Secretaria Municipal do Bem-estar Social (Sebes).
"Este ano está pior também porque não temos verba para receber depois desse período crítico e não há mais nada a ser disponibilizado", explica JoãoBidu. Em anos anteriores, a Sorri chegou a dispor de bens, como linhas telefônicas e carros. Este mês, a mesma medida foi adotada para que pudesse ser paga a primeira parcela do 13º salário.
O presidente da Sorri diz que esta é a pior crise enfrentada pela entidade nos últimos anos. Ele explica que não trabalha com a hipótese de encerramento dos serviços.
"Mas posso garantir que estamos em uma situação complicada", acrescenta. "O governo nunca oferece todos os recursos e é por isso que sem a ajuda da comunidade não dá para manter a entidade".
A Sorri planeja iniciar uma campanha junto ao empresariado local e vem tentando conseguir novos sócios. Folders estão sendo distribuídos em vários edifícios da cidade na tentativa de conquistar novos colaboradores, que podem ajudar a entidade com quantias mensais. Os interessados podem telefonar para 230-3677.(AA)