08 de julho de 2026
Geral

Comentário esportivo

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

Em Confiança

Em Confiança Leonardo de Brito A HORA E A VEZ Tenho o maior respeito pelo amigo Eurydes Milagre de Oliveira, grande figura humana, dirigente honesto e esforçado, que dá a vida pelo futebol amador da cidade, mas já está na hora de o velho guerreiro pendurar as chuteiras. Como lembrou Arnaldo Regalin, presidente do campeão Triagem, Milagre precisa passar o bastão para outro, para o seu próprio bem, porque vem se desgastando - e deixando o futebol amador desgastado - na presidência da Liga Bauruense. Pelo mais que Milagre faça, nada vem dando certo na divisão de elite da entidade. Os finalistas reclamaram da arbitragem daqui e a Liga trouxe arbitragem de fora, mas que acabou sendo um desastre. Mas a turbulência no Amador de Bauru já vem do ano passado, com tumultos do começo ao fim, agressões dentro e fora do campo. O Corinthians do Jardim Prudência, por exemplo, perdeu e ganhou jogo por WO, na fase decisiva, enquanto um dos mais ilustres filiados da LBFA, o Triagem, abandonou a competição. Este ano houve uma trégua, sendo registrada apenas uma grave ocorrência, a de sábado passado, no Mirante Ferroviário. No entanto, a fórmula de disputa foi das mais esquisitas, confundindo pelo menos o torcedor de nível médio e até a crônica esportiva. Se um time tem melhor campanha, é justo que jogue por dois empates; se vencer por 1 a 0, é justo que o adversário seja obrigado a ganhar por 2 a 0, mas não tem cabimento aplicar o saldo de gols de toda a temporada e obrigar determinado time a vencer por oito, dez ou 12 a 0. Por isso, Nacional e Laranjeiras desistiram dos jogos de volta do mal-elaborado quadrangular. Quando a coisa é simples, o feijão com arroz, não há má interpretação do regulamento. Na minha opinião, quadrangular correto é o mata-mata, que seja em um ou dois jogos, com os vencedores decidindo o título e os perdedores, o terceiro lugar. Ou então, que se faça o turno completo, com cada time disputando três jogos, portanto, e o melhor colocado seja o campeão. Definir finalistas pela melhor pontuação no quadrangular é o fim da picada. É claro que os clubes têm culpa porque concordaram com as regras do jogo, mas a Liga tem um presidente, que deve aceitar o diálogo, mas também ser ditador na hora certa. Se eu fosse o presidente, jamais apresentaria uma fórmula de disputa como a desse ano e nem aceitaria das equipes a aprovação de um regulamento esdrúxulo. Dirigente há pelo menos 40 anos, Eurydes Milagre já fez muito pelo nosso futebol amador e agora chegou a vez de dar a chance a outro na LBFA. DETERMINADA A Ponte Preta era mais ofensiva e controlava as ações, enquanto o São Paulo, quando estava no seu no melhor momento, permitiu o contra-ataque campineiro e tomou o gol em cima da hora. A verdade é que depois de abrir a contagem, o time de Carpegiani sentiu o gol de empate, relaxou na marcação e deu espaço para o adversário chegar à vitória. Os jogadores deixaram o campo rapidamente, adotando o silêncio como estratégia para não explicar a derrota. Explicação simples: a Ponte Preta foi melhor e bem mais determinada. Aliás, depois de ter encurralado o São Paulo durante a metade do primeiro tempo e não ter sido ameaçada uma única vez pelo adversário, o gol de Fábio Aurélio surgiu como um duro golpe para a Macaca. Mas, assim como o São Paulo fez na primeira partida dos playoffs - perdia por 2 a 0 e venceu por 3 a 2 - a Ponte teve forças para virar o placar e reverter a vantagem do clube do Morumbi. TRANQUILIDADE Só um desastre afasta o Corinthians das semifinais. Na indiscutível vitória de domingo, o Alvinegro se recuperou da fraca exibição do primeiro jogo do playoff e agora está virtualmente classificado para a próxima fase. O fato de poder até perder por dois gols de diferença quarta-feira, também no Morumbi, dá uma grande tranquilidade ao Timão. POR POUCO O Vasco conseguiu empatar com o Vitória e adiou a decisão de uma das vagas das semifinais para esta quarta-feira. O clube baiano tem a vantagem de empatar, porque venceu a primeira partida do playoff. Depois de desperdiçar uma série de oportunidades no primeiro tempo, o Vasco foi dominado nos minutos finais do jogo e quase foi eliminado em casa. NOVA CHANCE A seleção brasileira de vôlei masculino perdeu para a Rússia, e essa terceira derrota na Copa do Mundo do Japão encerra as chances de conquistar uma das três vagas para a Olímpíada. A equipe do técnico Ramamés Lattari ainda tem a possibilidade competir em Sidney-2000, disputando o Pré-Olímpico, que será realizado no início do ano que vem. SE CORRER O BICHO PEGA ... Fernandão cortou a bola com a mão, todo o mundo viu, menos José Varoli, que marcou escanteio. Mas na confusão, entrevistado por Jota Júnior, o árbitro não sabia explicar o que havia assinalado. "Marque uma infração", disse o juiz de Botucatu. O repórter da Rádio 710 insistiu, perguntando que tipo de infração. Varoli reafirmou:"Marquei uma infração". Tem um porém: o fraco árbitro apanharia de qualquer forma, porque se tivesse marcado a penalidade, levaria bordadas do Triagem. Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. MEMÓRIA Dia 2 de outubro de 1973, pelo hexagonal final do Campeonato Amador de Futebol de Bauru: Noroeste 3 x ARCA 1, no estádio distrital da Bela Vista, gols de Serginho Ramos (2) e Cláudio. Edinho descontou. Juiz, Natalino Rodrigues. Renda, 204 cruzeiros. Noroeste: Ademir; Élzio, Valter, Ricardo Coube e Cláudio; Toninho e Pererê; Claudinho (Ismael), Luís Carlos, Parraro (Zé Antônio) e Serginho Ramos. ARCA: Paraguassu; Bertão (Bira), Paulo Brites, Maurão e Miro; Paulinho e Pelé; Sula, Coutinho, Zico e Nego (Edinho). Três jogadores desse time do Noroestinho são grandes técnicos do acesso paulista - Valter Ferreira, Toninho Moura e Luís Carlos Martins. Todos eles revelados por Bolão. Demais jogos daquela rodada: Portuguesa 0 x Ordem e Progresso 0 e Associação Desportiva da Polícia Militar 1 (gol de Neizinho) x BTC 1 (gol de Guri).