08 de julho de 2026
Geral

Campanha salarial

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

Paralisação fecha as agências da Caixa

Paralisação fecha agências da Caixa

Texto: Paulo Toledo

A ameaça se concretizou. Os bancários da Caixa Econômica Federal (CEF) iniciaram, ontem, uma paralisação de 24 horas na instituição financeira, que fechou as quatro agências de Bauru. Marcos Aurélio Silvestre, diretor do Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região, disse que aderiram ao movimento mais de 150 dos 300 bancários da Caixa em Bauru, além dos empregados da agência de Santa Cruz do Rio Pardo.

A paralisação teve um significado especial, uma vez que, há cerca de quatro anos, os bancários não conseguiam obter uma mobilização que parasse significativamente uma instituição financeira, como ocorreu ontem. Silvestre disse que isso é sinal de que podem estar voltando a época das grandes mobilizações.

A avaliação do sindicato é que o resultado do movimento foi "excelente", na cidade. Segundo Silvestre, em nível nacional a adesão foi muito boa, principalmente nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Ceará e no Distrito Federal.

Em Bauru, ontem, só trabalharam os funcionários das chamadas áreas meio (fazem serviços internos) e os gerentes. O movimento faz parte da pressão para a campanha salarial, já que a Caixa não cede e continua oferecendo, mais uma vez, índice zero de reajuste.

Hoje haverá uma reunião da Executiva Nacional dos Bancários para avaliar, nacionalmente, como foi a paralisação na Caixa. Além disso, será definido um novo calendário de protestos o que inclui, até, a decretação de greve por tempo indeterminado, caso a CEF não apresente uma nova proposta.

Silvestre disse que há uma audiência de conciliação, no dia 2 de dezembro, no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Porém essa reunião é entre a Caixa e a Contec, uma confederação que não é reconhecida pela maioria dos sindicatos dos bancários ligados à CUT, mas é reconhecida pelo TST como representante dos trabalhadores da CEF. Caso seja assinado um acordo, os sindicatos ligados à CUT poderão partir para não acatar o que for acordado, caso o resultado não seja considerado favorável à categoria. "Já desrespeitamos, vária vezes, acordos firmados entre Caixa e Contec", afirmou.

O superintendente do Escritório de Negócios da Caixa, em Bauru, Júlio César Scaramuzze Toledo, confirmou as paralisações em Bauru e Santa Cruz do Rio Pardo. De acordo com ele, a decisão de não abrir as agências se deveu ao fato de trabalhadores de postos-chaves terem aderido

à paralisação, fazendo que não houvesse capacidade operacional de abertura.

Toledo disse torcer para que ocorra um acordo entre a diretoria da Caixa e os líderes dos trabalhadores, para evitar novas paralisações. Ele lembra que o Banespa e o Banco do Brasil fecharam acordos e, com isso, evitaram a ocorrência de uma paralisações.