07 de julho de 2026
Geral

Parques temáticos

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 3 min

Parques têm interesse estratégico por Bauru

Parques têm interesse estratégico por Bauru

Texto: Luciano Augusto

O interesse dos empreendedores de parques temáticos pelo Interior, e por Bauru em particular, é devido à posição estratégica da cidade num contexto estadual. Pelo menos esta é a afirmação do diretor de turismo do Beto Carrero World, Rubens Aires Guimarães, que esteve em Bauru discutindo o crescimento e a importância do setor de parques temáticos, aquáticos e de diversão para o desenvolvimento do turismo brasileiro e mundial.

Entretanto, mesmo ressaltando as "qualidades" da cidade, ele não confirmou o interesse do Beto Carrero World na cidade, pelo menos por enquanto, como já foi anunciado, mais de uma vez, pela Prefeitura Municipal. "O que tem acontecido

é que o Beto (Carrero) há muito tempo vinha procurando uma área no Interior de São Paulo para construir um parque e, no momento, o parque comprou uma área em Valinhos

(região de Campinas) e nesta área tem-se a intenção de montar um parque lá".

Guimarães disse ainda que "para um segundo projeto ainda não existe nada definido" e que existe o interesse do Beto Carrero World pelo Interior do Estado, "mas não basta só isso". Segundo o executivo, é preciso o interesse da cidade, vontade política e comercial. "Na minha área (turismo e marketing de turismo), sendo bastante sincero, desconheço qualquer contato (entre a Prefeitura e a direção do parque)", complementou. Uma hipótese levantada por Guimarães é ter havido algum tipo de contato através de terceiros, "em nome do Beto", sendo o projeto apresentado à direção do parque posteriormente.

Ainda assim, Guimarães afirma que Bauru possui condições muito interessantes para receber um parque temático. "É uma cidade bacana, bem posicionada geograficamente, tem público, ou seja, preenche todos os requisitos para um parque". O ponto estratégico de Bauru, aponta Guimarães, é muito interessante, porque não está tão próximo para à capital para concorrer com parques de lá e a região centro-oeste é bastante viável do ponto de vista de poder aquisitivo.

O representante do Beto Carrero World, quinto maior parque do mundo, com uma área de 14 milhões (equivalente a 1.600 campos de futebol), frisa que os parques são um ramo econômico extremamente promissor, o que acaba atraindo a atenção das Prefeituras. Mas, ressalta que a instalação de um parque em determinada cidade "não é a solução de renda para o município, como muitos acham, mas sim um empreendimento que vai mudar muita coisa na cidade, criando emprego e modificando a vida de muita gente, que

às vezes não tinham expectativas". Aí, destaca-se o Interior de São Paulo, por ser uma "região rica em todos os aspectos e existe um interesse grande, só que não é simples assim como as pessoas acham".

Mercado emergente

O segmento de parques temáticos, seguindo a afirmação de Guimarães, é relativamente novo no Brasil, se configurando como "um mercado emergente que está explodindo no País, que requer investimentos muito grandes e uma série de requisitos os quais as cidades precisam cumprir".

É um mercado do futuro, adianta, e ainda pouco explorado. Tanto que o Brasil sediou, há cerca de dois meses, um encontro

"Summer Meeting", promovido por um órgão internacional, que trouxe os principais parqueiros do Mundo, para conhecer os parques e o País. O interesse pelo Brasil, afirma Guimarães, é crescente, pois muitos dos possíveis investidores ainda não têm noção de quanto o País pode ser explorado neste segmento.

Para o futuro, os modelos dos parques devem ser menores, mais adaptado às condições do País.