08 de julho de 2026
Geral

Comentário político

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

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Luz no túnel

O ex-prefeito Tidei de Lima teve uma longa conversa com o diretor-proprietário dos grupos Objetivo e Unip, João Carlos Di Gênio, no último sábado. Do diálogo, surgiu a idéia de a Unip encampar o Hospital Regional inacabado, assim que obtiver autorização para instalar uma faculdade de Medicina em Bauru.

Dinheiro e política

O encontro foi em Limeira, onde o PMDB se reuniu para discutir seu futuro político no Estado. O curioso é que o

"pai" do projeto inacabado do hospital, o ex-governador Orestes Quércia, estava lá, embora não tenha participado diretamente da conversa. Quanto ao projeto, Di Gênio tem força financeira e política para levá-lo adiante.

"Interessa"

Em uma entrevista enviada ao JC, Di Gênio, um dos empresários mais poderosos do setor educacional do País, afirmou que

"as instalações (do hospital) são excelentes. Interessa". E pelo ritmo de crescimento do câmpus da Unip, que já tem cerca de 4 mil alunos, o interesse não deve ser subestimado.

Quércia flexível

A bagagem política dessa viagem de Tidei a Limeira revela um Orestes Quércia flexível e aceitando a idéia de que tudo converge para Michel Temer ser o candidato a governador do PMDB em 2002. Embora, não retire sua candidatura, Quércia disse que não será ele a rachar o partido.

Abono a incorporar

O Sinserm voltou a cobrar de Nilson a incorporação do abono de R$ 30,00 ao vale-compra mensal. Emenda ao Orçamento do vereador Toninho Garmes também vincula excesso de arrecadação a reajuste de salário do servidor. Se a Prefeitura arrecadar mais do que os R$ 115 milhões previstos para o ano 2000, a diferença vai para os salários.

Não é obrigado

Esta emenda de Garmes e outras aprovadas ao Orçamento, na sessão de ontem à noite, não têm força de lei. São apenas autorizativas. O prefeito pode adotá-las ou não. Os vereadores as aprovam como forma de marcar sua posição perante determinado assunto ou categoria, como no no caso descrito acima.

CEI esvaziada

Houve um princípio de tumulto na reunião da CEI do Seprem, ontem de manhã. A presidente da Comissão, Catarina Carvalho, fez críticas ao prefeito por ele não enviar nem um representante do Executivo. Nilson disse, através de sua assessoria, que tinha compromisso naquele horário.

Divergências

O presidente do DAE, Flávio Uchoa, informou que sua secretária não lhe disse que ele teria que depor à CEI, ontem. O vereador Rogério Medina criticou o que considerou falta de serenidade na condução do caso e Catarina devolveu reclamando de vereadores que não quiseram atuar e agora estariam atrapalhando.

Hora de encerrar

Não há nenhuma necessidade de a CEI postergar suas conclusões. Todos já sabem o resultado final: o Executivo não repassa a cota que lhe cabe, ou seja, a parte patronal. Não há improbidade neste caso, mas que a discussão pode ser pelo aspecto criminal, pela desobediência

à lei que prevê os repasses.