07 de julho de 2026
Geral

Natal

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Crianças ainda enviam cartas ao Papai Noel

Crianças ainda enviam cartas ao Papai Noel

Às portas do século 21, por incrível que pareça, ainda existe criança que acredita em Papai Noel. André Progiante, de 8 anos, morador de Bauru, escreveu uma carta para o velhinho que, segundo ele, mora na Finlândia. A família dele ajuda a cultuar essa fantasia.

A psicóloga, Ana Cláudia Comegno, especialista em psicologia infantil, afirma que essa fantasia é muito importante para os pequenos. "A criança é muito pura e inocente. Eu acho válido essa magia que envolve o Natal", disse.

A mãe de André, Shirley Progiante, que também acreditou em Papai Noel quando pequena, disse que não se decepcionou ao descobrir a verdade, aos 12 anos e quis fazer o mesmo com seus filhos. "Eu achei o maior barato quando descobri que minha mãe fazia de tudo para que a gente acreditasse no Papai Noel e sem dúvida acho isso importante. É uma demonstração de amor para nossos filhos", contou.

André contou para a reportagem que o Papai Noel só existe para quem acredita. "Alguns amigos me falam que ele não existe e não vai na casa deles, mas é porque ele não preparam a casa para o Papai Noel chegar", disse.

A casa do garoto está toda decorada com os enfeites de Natal. André coloca bombons para o Papai Noel que, segundo ele, se torna "pequenininho" para poder passar por baixo da porta e entrar nas casas que não têm chaminé, como a sua. Para as renas que transportam o trenó, ele deixa água e grama.

"No ano passado, eu fiquei lá no meu quarto acordado e escutei quando Papai Noel chegou porque ele derrubou alguma coisa na cozinha e fez um barulhão. Quando vi os chocolates não estavam mais lá e o meu presente estava na árvore", contou entusiasmado.

André não se esquece também que no Natal se comemora o nascimento de Jesus e pintou um presépio de aquarela representando o fato.

A irmã dele Sara Progiante, de 12 anos, descobriu a "brincadeira" de sua mãe há dois anos e hoje incentiva André.

"Eu também escrevo uma cartinha para o Papai Noel, assim o André pensa que todos nós acreditamos", disse.

Psicologicamente Positivo

A psicóloga Ana Cláudia Comegno explica que é válido produzir na criança essa expectativa sobre a existência do Papai Noel. Ela disse que é possível realizar essa "brincadeira" em qualquer família, independente do nível social. "Os pais têm que conversar com as crianças e explicar que o Papai Noel não vai conseguir levar muitos presentes, então ele deve escolher apenas um", disse.

A família deve se adequar de acordo às suas condições, segundo Ana Cláudia, mas sempre deixar claro para a criança o que ela pode esperar, evitando uma decepção.

A psicóloga afirma também que é importante a participação da criança na montagem da

árvore de Natal e na decoração da casa. Segundo ela, os pais devem colocar, nas casas, ao menos um enfeite de Natal e também explicar para as crianças o significado dessa data.

Correios respondem todas as cartas

Todas as cartas postadas para o Papai Noel são lidas por funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos

(ECT) e uma resposta padronizada é enviada às crianças, segundo o coordenador de atendimento da agência central de Bauru, Milton Bianconi.

Ele explica que as cartas são endereçadas das mais variadas formas. Finlândia é o endereço mais comum, seguido de Pólo Norte. Algumas têm como destinatário o "Papai do Céu", mas também incluem no conteúdo um pedido de brinquedo, além de promessas de que vão passar a se comportar melhor e parar de brigar com os irmãos.

Os Correios adotaram esse sistema de resposta padronizada porque o número de cartas enviadas destinadas ao Papai Noel sempre foi grande. Bianconi não soube precisar, mas disse que em Bauru, neste ano, foram postadas várias cartas destinadas ao Bom Velhinho. As cartas são enviadas para a Assessoria de Comunicação dos Correios em São Paulo, e é de lá que as respostas são enviadas.