Variedade marca a ceia de Natal
Variedade marca a ceia deste Natal
Texto: Márcia Buzalaf
A ceia de Natal deste ano pode ser comprada com pouco ou com muito dinheiro. É que a variedade de marcas e produtos cria uma grande diferença entre os preços dos produtos. A diferença do preço dos itens de Natal de um supermercado para o outro e de uma marca para outra é enorme. Por isso, procure e pesquise antes de comprar. O diretor regional da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Jad Zogheib, aconselha os consumidores a comprar produtos nacionais, que estão com os preços mais baratos.
Alguns produtos tipicamente natalinos, como as castanhas portuguesas, são importados e, por isso, estão com o preço mais alto. Mas Jad Zogheib, diretor regional da Associação Paulista de Supermercados (Apas), afirma que, fora estes itens, os produtos nacionais de Natal são tão bons quanto ou melhores do que os importados e, por isso, o consumidor deve optar por eles.
Um bom exemplo disso são as bebidas e os panetones, que estão com uma variedade muito grande de marcas e preços.
Em termos de preço, Zogheib afirma que a maioria dos itens nacionais continua praticamente com o mesmo valor do ano passado, com exceção dos produtos importados.
Os pratos prontos, segundo o representante da Apas, estão tendo um crescimento significativo recentemente. Zogheib afirma, as fábricas de pratos prontos tomaram conta dos supermercados e oferecem, para este final de ano, as carnes tradicionais - como peru, chester, tender e frango - já temperados e prontos para assar.
Com frutas, estamos bem servidos. Zogheib diz que o brasileiro costumava comprar maçãs argentinas e uvas italianas. Agora, ele diz, podemos encontrar diversas variedades destes itens.
"Você vê o abacaxi, que a região é tão farta", exemplifica.
Jad Zogheib aconselha que as pessoas antecipem as compras e deixem para a última hora apenas as frutas. "É inevitável que faltem alguns produtos na última hora. Por isso eu indico que as pessoas façam as compras com antecedência", aconselha.
O produto que mais deve ter crescimento de vendas é a champanhe, que literalmente deve explodir em vendas este ano. As fábricas nacionais estão disponibilizando variedades com preços bem mais baixos do que os que a população espera pagar neste tipo de bebida.
Os preços das frutas variam bastante de um supermercado para o outro e também de uma época do ano para outra. Por este motivo, os preços cotados na tabela abaixo foram fornecidos pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp) de Bauru. São preços que podem variar até mesmo para os supermercadistas que compram da revenda. Segundo Vanderlei Bornia, permissionário do Ceagesp, alguns supermercados conseguem descontos de até 15% quando comprar grande quantidade. Por isso, o preço fornecido pode ser tido como uma média.
Entre os produtos pesquisados, estão os que mais são vendidos nesta época do ano. A cotação feita pela reportagem leva em conta os preços de três supermercados da cidade. Como alguns deles são iguais e outros apresentam uma diferença de preço, serão colocados todos os valores encontrados para aqueles itens. Vale a dica para o consumidor: pesquisa ainda é a melhor saída para quem quer economizar.
Bebidas
As bebidas são as que oferecem mais opções. Os supermercados oferecem bons vinhos nacionais por preços mais acessíveis do que os internacionais. Zogheib afirma que os vinhos e champanhes brasileiras conseguiram, nos últimos anos, uma qualidade similar dos importados. por uma variedade de preços maior do que os estrangeiros. "Não precisamos consumir importados. Acho que nós temos que dar preferência ao produto nacional e incentiva-lo. É onde gera emprego e impostos no mercado interno", defende.
A champanhe, produto que mais cresce no Natal, pode ser escolhida entre várias opções. As mais baratas são a Sidra, que oferece vários sabores, e a Chuva de Prata
- ambas por R$ 1,99 na maioria dos supermercados.
Quem puder pagar um pouco mais, poderá escolher entre mais variedades, como a Peterlongo Espuma de Prata (entre R$ 2,95 e R$ 3,15), a Salton (entre R$ 3,15, R$ 3,98 e R$ 6,69), a Perlage
(entre R$ 2,10, R$ 2,29, R$ 2,59). Os chamados Keep Cooler estão na faixa de preços entre R$ 1,52 e R$ 1,60.
Acima destes valores, o consumidor pode encontrar outras variedades desta bebida. Uma das champanhes mais caras, a importada Moët
& Chandon, custa em média R$ 212,00.
Os vinhos também são vários e com opções de preços, que começam em R$ 2,30 (Sangue de Boi) e podem chegar a R$ 110,25 (Vinho Quinta do Porto 10 anos). Entre estes dois extremos, pode-se encontrar vinhos por R$ 11,90 (Salton), R$ 12,60 (Sunrise), R$ 16,40 (Peter Brum), R$ 21,50 (Bolla Valpolicella) e outros.
Entre os considerados de qualidade e com preço acessível, os supermercados investem nos nacionais. Os vinhos da marca Marcus James variam entre R$ 5,99, R$ 6,65 e R$ 7,95. Os vinhos da marca Almadén podem ser encontrados em diferentes supermercados por valores entre R$ 4,98, R$ 5,99 e R$ 7,82. Pesquise antes de comprar porque os produtos são similares.
As cervejas também oferecem preços diferentes, que variam entre R$ 0,39 e R$ 0,90. Tomando como base as latinhas, a Kaiser pode ser encontrada por preços entre R$ 0,55, R$ 0,62 e R$ 0,65; a Bavaria entre R$ 0,65, R$ 0,68 e R$ 0,69; a Malta entre R$ 0,55 e R$ 0,65; a Skol entre R$ 0,72; a Brahma entre R$ 0,69; Antártica por R$ 0,74; a Belco por R$ 0,58; Budweiser, por R$ 0,90; Cintra, por R$ 0,63; Heineken por R$ 0,76; Lecker, entre R$ 0,39 e R$ 0,42.
Os refrigerantes de 2 litros, garrafa Pet, variam entre R$ 0,68 e R$ 1,52. Entre as marcas e preços oferecidos, estão o Refsol (R$ 0,68 e R$ 0,69), Belco (entre R$ 0,89, R$ 0,96 e R$ 0,99), Simba (R$ 0,99), Conquista (R$ 0,82), Cristalina (entre R$ 0,83 e R$ 0,89), Crush (R$ 1,06), Gini (R$ 1,06), Coca-Cola
(R$ 1,48 e R$ 1,50), Antártica (R$ 1,45, R$ 1,49 e R$ 1,52), Brahma (R$ 1,29 e R$ 1,32), Kuat (R$ 1,26 e R$ 1,38), Pepsi (R$ 1,38) e Taí (R$ 1,09 e R$ 1,15).
Panetones & frutos secos
Os supermercados têm panetones de vários preços. Apesar da variedade de marcas não ser tão grande, os supermercados, padarias e cozinheiras autônomas costumam fazer panetones próprios que saem mais barato do que os produzidos por indústria.
Os panetones feitos pelos supermercados podem ser encontrados em uma faixa de preço que varia de R$ 2,59 e R$ 4,99. Os panetones da Visconti variam entre R$ 5,45 e R$ 6,15; os da Bauducco, ficam entre R$ 4,74 e R$ 4,88. O Tommy fica entre R$ 2,95 e R$ 3,59.
Os chamados chocotones, panetones recheados de chocolate, são mais caros do que os panetones de frutas cristalizadas. Os chocotones podem ser encontrados por preços entre R$ 6,27 e R$ 9,21.
Os frutos secos também são gêneros com bastante procura nesta época do ano. Zogheib diz que o consumidor deve tentar optar pelos produtos nacionais, que estão mais baratos do que os importados. Mesmo assim, entre um supermercado e outro, o consumidor encontra uma boa diferença de preços.
O quilo da castanha do Pará pode ser encontrado por R$ 4,25 e R$ 5,29; o da ameixa, fica em torno de R$ 5,10 e R$ 7,90. A castanha portuguesa pode ser comprada por preços entre R$ 20,80 e R$ 23,69 o quilo. Já o quilo da avelã custa um preço médio de R$ 11,22. O quilo das nozes com casca fica entre R$ 4,49 e R$ 9,95; sendo que as sem casa ficam bem mais caras, em média, 150 gramas sai por R$ 5,99.
As frutas cristalizadas tendem a ser os produtos mais baratos. O quilo pode ser encontrado por uma faixa de preços que varia entre R$ 1,98 e R$ 3,61. Trezentos gramas de uva passa pode ser encontrada por uma faixa de preço entre R$ 1,72 e R$ 4,28. Vale lembrar que a uva passa sem semente fica mais cara do que aquela que vem com semente.
Carnes
As opções de carne são variadas. Além dos produtos tradicionais, o consumidor também pode encontrar os produtos já temperados e prontos para assar. Um mesmo produto, em supermercados diferentes, está com preços diferenciados e, por isso, quem mais procura menos paga.
O quilo do lombo pode ser encontrado por R$ 5,99 (Sadia), R$ 6,99
(Prenda), e entre R$ 5,13 e R$ 7,89 (Chapecó). O quilo do pernil pode ser encontrado por R$ 4,85, R$ 5,29 e R$ 5,99 (Prenda); por R$ 6,40 (Sadia), R$ 6,87 (Perdigão), entre R$ 6,90 e R$ 7,08 (Chapecó), e R$ 7,97 (Lebon).
O tender pode ser encontrado por preços variados, que ficam entre R$ 9,98 (Seara) e R$ 19,90 (Perdigão), o quilo. O quilo do frango está na faixa média de R$ 1,50 e, do carneiro, R$ 7,90 (Lebon).
A ave tipo chester, que varia o nome de marca para marca, tem preços variados, e o quilo pode ser encontrado por R$ 2,59
(Sadia) e entre R$ 3,94 e R$ 4,42 (Perdigão). O quilo do peru custa entre R$ 2,99 (Chapecó), R$ 3,68 e R$ 4,19 (Batavo) e R$ 4,49 (Sadia).
Monte sua própria ceia
A variação de preços dos produtos da ceia apresentado tomou como base os mais baixos e os mais altos, independente da origem. Eles servem de base para quem quer saber o preço em média de uma ceia:
BEBIDAS
Vinho - entre R$ 2,30 e R$ 21,50
Champagne - entre R$ 1,99 e R$ 212,00
Cerveja (lata) - entre R$ 0,39 e R$ 0,90
Refrigerante (2 litros) - entre R$ 0,68 e R$ 1,52
PANETONES
Panetone - entre R$ 2,59 e R$ 6,15
Chocotone - entre R$ 6,27 e R$ 9,21
FRUTAS
Cereja - R$ 75,00 caixa com 4,8 Kg (até o Natal, o preço da caixa deve cair para R$ 40,00)
Uva - R$ 12,00 caixa com 6 Kg
Manga - R$ 8,00 caixa com 23 Kg
Nectarina - R$ 10,00 caixa com 8 Kg
Ameixa - R$ 12,00 caixa com 8 Kg
Ameixa amarela - R$ 6,00 caixa com 6 Kg
Pêssego - R$ 7,00 caixa com 8 Kg
Melancia - R$ 0,28 o quilo (uma melancia boa tem mais de 10 Kg)
Abacaxi - entre R$ 0,50 e R$ 1,00 dependendo do tamanho
Mamão formosa - R$ 12,00 caixa com 5 Kg
Mamão papaia - R$ 6,00 caixa com 5 Kg
Melão caipira - R$ 10,00 caixa com 20 Kg
Maçã argentina - R$ 39,00 caixa com 20 Kg
Maçã nacional - entre R$ 23,00 e R$ 26,00 caixa com 20 Kg
CARNES
Lombo - entre R$ 5,99 e R$ 7,89 o quilo
Pernil - entre R$ 4,85 e R$ 7,97 o quilo
Tender - entre R$ 9,98 e R$ 19,90 o quilo
Frango - média de R$ 1,50 o quilo
Chester - entre R$ 2,59 e R$ 4,42 o quilo
Peru - entre R$ 2,99 e R$ 4,49 o quilo