08 de julho de 2026
Geral

Comentário político

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

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Dois turnos I

Entusiasmou e movimentou a classe política, ontem, o debate proposto pelo JC sobre uma virtual campanha pela obtenção da eleição em dois turnos em Bauru já para o ano 2000. Praticamente todos os principais partidos falaram entre si ou com a editoria do jornal. Um bom começo de discussão.

Dois turnos II

Naturalmente, as lideranças políticas seriam as primeiras a se manifestar, até porque sabem, como ninguém, que os dois turnos aprimoram a escolha. A receptividade foi tão boa que até mesmo avaliando que a eleição em um turno seria melhor, taticamente, para seu candidato, um dos partidos locais já se colocou à disposição para participar.

Dois turnos III

Ontem, o maior questionamento das lideranças foi sobre a viabilidade prática, a partir dos números e das estimativas disponíveis. Levantou-se a possibilidade, a ser confirmada na Justiça Eleitoral, de que Bauru possa já ter algo em torno de 190 mil eleitores. Faltariam, então, cerca de 10 mil.

Dois turnos IV

Discutiram a proposta ontem, entre si ou em telefonemas e visitas ao JC, Tidei de Lima (PMDB), Natan Chaves (PSDB), Marcelo Borges

(PDT), Estela Almagro (PT), Rubens de Souza (PPS), Rubens Spíndola

(PSDB) e Paulo Madureira (PPB). A conquista dos dois turnos mudaria os rumos de tudo o que se delineou até agora.

Dois turnos V

Natan Chaves ligou para alguns colegas e propôs uma reunião para discutir o assunto no próximo dia 28, terça-feira da semana que vem, em local a ser definido. Voltará a ligar hoje, segundo comentou ontem.

Os políticos contatados concordaram em conversar sobre o assunto, em conjunto com outros setores como a Justiça Eleitoral, a imprensa, entre outros.

Na mesa pequena

Mas enquanto os dois turnos ainda são uma aspiração, os partidos vão se encontrando por aí. Sentados

à mesa, ontem, os líderes do PTB, PFL e PSDB de Bauru resolveram suspender, por hora, as pretensões individuais de seus partidos em busca de um consenso para as eleições do iminente ano 2000.

Só o majoritário

A comunhão seria em torno somente do candidato majoritário, ou seja, para prefeito e vice. A decisão do trio partidário foi comunicada pelo presidente municipal do PTB, José Lelo Rodrigues, que participou da reunião juntamente com o secretário Antônio Correa e os três vereadores da legenda - Paulo Agustinho, Rogério Medina e Roberto Bueno.

Os convidados

O PSDB esteve representado por Élio Busch, Natan Chaves e Rubens Spíndola, declarado pré-candidato a prefeito no ninho. Dudu Ranieri, outro manifesto pré-candidato, e Expedito Bonetti foram em nome do PFL. Segundo Lelo, o encontro foi solicitado pelo PSDB, que sugeriu a participação do PFL.

Requisitos básicos

Por enquanto, nenhum dos três partidos falará mais em candidato próprio, embora todos eles já tenham o seu. PSDB tem Spíndola, PFL tem Dudu - além de Cláudio Amantini e J.J. Cardia - e PTB continua insistindo em Caio Coube. "Estamos buscando o consenso. Competência, idoneidade e amor por Bauru serão os requisitos básicos", diz Lelo.