08 de julho de 2026
Geral

Câncer de pele

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Câncer de pele preocupa dermatologistas de Bauru

Câncer de pele preocupa dermatologistas de Bauru

Texto: Patrícia Zamboni

Um total de 333 pessoas participaram de uma campanha realizada em Bauru que culminou, no dia 4 de dezembro, com exames clínicos oferecidos gratuitamente à população por médicos dermatologistas renomados da cidade. De acordo com o dr. Ivander Bastazini, entre todas essas pessoas, aproximadamente 12,5% já eram portadoras de câncer de pele e cerca de 18% apresentavam lesões que, se não tratadas, iriam se transformar em câncer de pele. "É um número bastante grande que deve chamar a nossa atenção e a atenção das pessoas para essa doença que pode ser perfeitamente evitada ou tratada. Quanto mais cedo for diagnosticada e tratada, menos o paciente vai sofrer", observa o dr. Bastazini. Segundo ele, essa porcentagem de pessoas que passaram pelo exame clínico e apresentaram a doença

é preocupante, mas o quadro não é negativo. Para ele, o elevado número de participantes da campanha mostra que a população está se conscientizando e se preocupando mais com as doenças da pele. "Isso não acontecia há alguns anos atrás, e nos anima a continuar esse tipo de trabalho e a conscientizar cada vez mais as pessoas. Esse é o nosso objetivo", diz o dr. Bastazini.

Diante dessa delicada situação, o médico faz algumas orientações sobre os cuidados que se deve ter em relação ao câncer de pele. Em primeiro lugar está a prevenção. Existem alguns cuidados que devem ser tomados por todos, mas inclusive pelas pessoas de pele bem clara. "Nós sabemos que as pessoas de pele clara são mais sujeitas a esse tipo de câncer. Isso não quer dizer que as de pele mais escura não sejam. Todas as pessoas devem se proteger; as de pele clara, ainda mais", ressalta o dermatologista. As formas básicas dessa proteção consistem em atitudes simples, como evitar a exposição ao sol em horários não recomendados (entre 10h30 e 16h30), usar roupas "adequadas" no sentido de não expor

áreas da pele que "não precisam" ser expostas, usar boné ou chapéu. Num nível de proteção secundária está o filtro solar, sempre com fator de proteção a partir de 15, segundo orienta o médico. O uso diário deve ser feito com reposição do creme duas vezes ao dia, e para quem estiver na praia ou piscina a "reposição" do filtro solar deve ocorrer a cada duas horas, para que tenha uma ação adequada.

Vale ressaltar que o filtro solar 20 é o ideal e suficiente para proporcionar a devida proteção à pele. Mais que isso, torna-se desnecessário na maioria dos casos.

"Outro pensamento comum é que o protetor 50 vai oferecer o dobro da proteção do 25. Isso não acontece. A proteção com o 50 será apenas 5% maior. Se usar um fator de proteção 60, a pessoa terá somente 2% a mais de proteção que o 35, e não o dobro. Então, acima do 25 a proteção não aumenta proporcionalmente em relação ao número. O fator 20 ou 25 são perfeitos para a proteção da pele", afirma o dr. Bastazini.

Em relação às manifestações do câncer de pele, o médico orienta para que ao perceber uma mancha que nunca havia surgido antes, um caroço, uma ferida que não cicatriza, uma lesão com "casca" que se solta e volta a ser formada ou feridas que sangram com facilidade, a pessoa deve procurar orientação médica. De acordo com o dr. Ivander Bastazini, estima-se que em 2000 irão surgir cerca de 100 mil novos casos de câncer de pele no Brasil.

Um importante alerta que o médico dermatologista faz à população em geral é que as crianças sejam estimuladas a usar filtro solar e a se proteger do sol desde cedo. "O ideal é que nossas crianças sejam ensinadas a usar protetor solar como elas usam a pasta de dentes, o sabonete, o pente, para que isso passe a fazer parte do hábito delas. O nosso País tem um sol muito forte, e se criarmos o hábito de nos proteger dele, ganharemos mais saúde no futuro", reflete o dermatologista Ivander Bastazini.