07 de julho de 2026
Geral

Aumento de preços

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

Preço do cimento dispara nas lojas

Texto: Luciano Augusto

Um saco de cimento com 50 quilos custava, ontem, nas lojas de Bauru cerca de R$ 10,90. Este valor é, pelo menos, 41,55% maior do que os praticados em março de 99, quando o produto era vendido por R$ 7,70.

Os lojistas afirmam que a explicação dada pelo fornecedor do produto, que detém a maioria do mercado, é de que o que está sendo repassando são aumentos de custo. Outro fator alegado é que os preços permaneceram estabilizados durante um grande período do Plano Real e agora estão se recuperando.

Outros produtos, como ferro, materiais hidráulico e elétrico e tintas também estão em alta. Em contrapartida, os pisos cerâmicos estão mais em conta para o consumidor.

No ano de 99, "o cimento dobrou e o ferro subiu cerca de 80% e nos últimos quatro meses, os preços dispararam", comentou o gerente de uma loja de materiais, Roberto Moura, que vende uma média de mil sacos do produto por semana.

Nos últimos dois meses, ele completa que o cimento tem subido entre 4% e 5%, a cada 15 dias. Para a próxima quinzena,

"já tem previsão de alta". Moura afirma ainda que a margem de lucro teve que ser revista. Em março, quando o produto era vendido a cerca de R$ 7,70, o preço de custo girava em R$ 5,50. Hoje, com o cimento à R$ 10,90, o preço de custo está em R$ 9,40.

Já o vendedor Evando Alves de Melo, apontou que "o cimento subiu 12%, somente no mês de dezembro", o mesmo que o ferro e materiais hidráulicos. A justificativa da empresa fornecedora, mais uma vez, dá conta de que houve aumento nos custos de produção, que teve que ser repassado. A linha de fechaduras e tintas também foram reajustadas.

Por seu lado, o gerente de uma outra loja, Otávio Luis Basílio, disse não entender que o preço do cimento esteja aumentando abusivamente. Ele acredita que o que está havendo são reposições de perdas acumuladas durante os anos do Plano Real, quando o cimento não teve aumento. "É uma retomada do preço normal que não teve aumento", comentou Basílio. Ele também diz não colocar a culpa pelo aumento na indústria cimenteira, justamente pelo acúmulo de perdas durante os anos.

Além dos itens já citados, ele citou que uma grande empresa do setor hidráulico já reajustou seus preços em 30%. Basílio esclareceu que "o mercado vem se mantendo aquecido", mas o lojista tem que "trabalhar oferecendo opções" para o consumidor.