07 de julho de 2026
Geral

Atendimento médico

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Condição Feminina cobra pediatra na Maternidade Santa Isabel

O Conselho Municipal da Condição Feminina está cobrando a permanência, 24 horas por dia, de um médico pediatra na Maternidade Santa Isabel. A iniciativa foi tomada após a matéria publicada na edição de ontem do JC, que revelou que os partos normais realizados através do Sistema Único de Saúde (SUS) na Maternidade não são acompanhados de médico pediatra.

A presidente do Conselho da Condição Feminina, Estela Almagro, decidiu interferir no problema em busca de uma solução. Segundo ela, o caso é alarmante e é necessário encontrar, o mais rápido possível, uma maneira de resolver a situação. A primeira providência tomada por Estela foi o agendamento de uma reunião com a diretoria da Maternidade Santa Isabel e o diretor da Associação Hospitalar de Bauru, que administra a Maternidade, Reinaldo Rocha.

O objetivo, segundo Estela, é saber os verdadeiros motivos pelo qual o pediatra não faz um plantão de 24 horas no hospital. Depois desse encontro, o Conselho deve procurar a Secretaria Municipal da Saúde para propor idéias para a resolução do problema.

Estela disse que os médicos deveriam realizar o plantão como uma parte social da profissão. "O valor pago pelo SUS é simbólico e sabemos que é muito difícil mudar isso, mas os pediatras deveriam realizar esse trabalho de qualquer maneira. Isso não impede que eles tenham seus trabalhos e ganhem dinheiro", afirmou.

A presidente do Conselho da Condição Feminina ressaltou a importância do médico pediatra durante o parto. Ela acredita que a presença desse profissional é essencial. "Uma criança não pode nascer sem a presença do pediatra. Ele não é um adorno do parto, é um profissional necessário", completa.

Segundo Estela, o SUS e o Governo Federal não priorizam a Saúde, mas o Município tem que se responsabilizar.

Ela disse também que os responsáveis pelo problema não consideram o assunto sério. "Eles demonstram que não acham normal, mas alegam não ter dinheiro e por isso o problema vai continuar. O poder público tem que pensar no que fazer", afirmou.