07 de julho de 2026
Geral

Qualidade dos combustíveis

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Ipem vai fiscalizar eletrobóias em postos

Texto: Márcia Buzalaf

O assistente técnico do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem),

órgão da Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo, Valdir Ferreira de Carvalho, 49 anos, está em Bauru para a triagem das empresas que querem licença para readequar um equipamento usado nas bombas de óleo diesel nos postos, chamado eletrobóia. A adequação do equipamento visa evitar perigos na captação do combustível, que já foi responsável pela explosão de vários postos de combustíveis na região do ABC paulista.

A mudança do equipamento está sendo feita em todo o Estado de São Paulo e é compulsória. Todos os postos terão que adequar o equipamento dentro das normas do Ipem e fiscalizados por ela.

Carvalho afirma que a certificação visa selecionar as empresas capazes de fazer a adequação do equipamento. As empresas serão encarregadas de fazer a readequação e a manutenção de filtros do tipo prensa para bombas medidoras de óleo diesel.

Tanto a permissão para operar quanto a fiscalização do equipamento e a verificação da conformidade é feita pelo Ipem. O órgão também é encarregado de fazer fiscalizações depois de 40 dias de emitida a autorização. Se a empresa não estiver cumprindo as normas impostas pelo órgão, o Ipem tira a permissão concedida.

A eletrobóia é uma bomba grande, geralmente localizada no canto do pátio do posto, composta por um motor, um reservatório de mil litros e um dispositivo filtrante. O trabalho do equipamento

é justamente puxar o produto do tanque subterrâneo, filtrar o diesel e reabastecer a bomba, que tem um dispositivo automático de abastecimento do reservatório.

A eletrobóia faz justamente o transporte do combustível até a bomba. A substituição do produto está sendo feita porque o modelo antigo solta faíscas, o que pode acarretar problemas irreparáveis em uma revenda de combustíveis.

Os problemas com a eletrobóia começaram a ser registrados em 98. Agora, o agravante está no boato de que o Governo Federal esteja prestes a editar uma portaria ou uma medida provisória determinando a adição de 3% de álcool no

óleo diesel.

Os riscos que o equipamento pode oferecer fazem com que o local de instalação da bomba de diesel nos postos se chame

área zero, ou seja, área de risco onde não pode ter nenhum tipo de contato elétrico.