07 de julho de 2026
Geral

Privatização

Redação
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Bancários buscam mobilização contra privatização do Banespa

Após a publicação, por parte do Banco Central, da pré-qualificação para leilão do Banespa, os bancários estão se preparando para uma série de ações para tentar bloquear a venda. O Comando Nacional dos Funcionários do Banespa se reuniu e definiu que 13 de janeiro será "Dia Nacional de Luta dos Banespianos".

Pelo edital, no dia 29 de fevereiro, serão conhecidos os interessados que se credenciaram. No dia 4 de abril, será divulgado o edital de privatização, estipulando o preço mínimo e o leilão deverá ocorrer no dia 16 de maio.

Os bancários decidiram, então, realizar, no dia 13, quinta-feira, um dia nacional de luta, devendo ocorrer manifestações nas principais agências do banco, informa Marcos Aurélio Silvestre, 33 anos, diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru.

De acordo com ele, devem ser impetradas novas ações judiciais questionando a federalização do Banespa. Na visão do comando nacional, existem inúmeras arbitrariedades que estão sendo cometidas pelo Governo Federal. O objetivo

é tentar impedir ou protelar o processo de privatização.

Uma das ações deve ser em relação ao balanço anual de 99 do Banespa, que deve ser negativo, em razão da provisão da multa bilionária da Receita Federal. Se isso se confirmar, o balanço será questionado na Justiça.

As lideranças do movimento resolveram realizar um congresso extraordinário dos funcionários, como forma de se fazer uma discussão sobre a privatização. Geralmente, esse congresso é feito em julho ou agosto para discutir a campanha salarial.

Silvestre disse que haverá uma mobilização, também, para tentar pressionar deputados de cada região, para que isso tenha reflexo junto aos Governos Federal e Estadual. Porém, ele acredita que o trabalho em relação a prefeitos e vereadores também seja muito importante, pois essas esferas sentem muito mais a necessidade da atuação do Banespa. "Essa pressão é muito mais suficiente do que pressionar um senador ou um deputado", defendeu.

O sindicalista disse que, estrategicamente, uma greve deve ser articulada. A data da greve será definida pelo congresso dos banespianos. O Sindicato entende que, devido à importância e ao tamanho do Banespa, os funcionários têm condições de prejudicar significativamente o funcionamento do sistema financeiro nacional.

Silvestre disse que o comando nacional continua orientando os funcionários, da ativa e aposentados, admitidos antes de 22 de maio de 75, para que não adiram ao Fundo de Complementação de Aposentadoria proposto pela diretoria do Banespa. De acordo com ele, a implementação desse fundo é prejudicial a esse segmento do funcionalismo e facilita a privatização do Banespa. (PT)