07 de julho de 2026
Geral

Pronto-atendimento

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Saúde estuda PA a gestantes de R$ 120 mil

O Pronto-Atendimento (PA) a Gestantes da Maternidade Santa Isabel, que ainda não é definitivo, deverá passar por mudanças. A Secretaria Municipal de Saúde está estudando a instalação de um PA próprio, próximo à Maternidade, orçado em R$ 120 mil.

A secretária da Saúde, Eliane Fetter Telles Nunes, afirmou que a pasta elaborou o projeto para o PA em 1998 e agora pretende viabilizá-lo. O projeto deve ser discutido, hoje, pela secretária de Saúde e pelo diretor da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) - instituição mantenedora da Maternidade -, Reinaldo Rocha.

Segundo Eliane, para montar o PA, com aluguel de imóvel e todos os gastos que o serviço implica, a Secretaria de Saúde necessitaria de, aproximadamente, R$ 120 mil. Já usando a infra-estrutura do hospital, o valor seria bastante inferior. A secretária não deu mais informações sobre o projeto do PA à reportagem.

Antes de ser transferido para a Maternidade Santa Isabel, o Pronto-Atendimento a Gestantes era improvisado no pronto-socorro, o que gerou muitas reclamações por parte da população, setores da comunidade e até a intervenção do Ministério Público. O atendimento passou para a Maternidade após acordo entre a AHB e a Secretaria de Saúde, que passou a complementar o salário dos médicos e auxiliares que fazem a triagem das gestantes.

O contrato para o atendimento das gestantes na Maternidade Santa Isabel termina em abril. Portanto, a Secretaria de Saúde tem menos de três meses para viabilizar um novo espaço para o serviço ou renovar o contrato com a AHB. Mas Eliane quer instalar um PA próprio, já que a implantação do serviço foi uma das decisões tiradas na III Conferência Municipal de Saúde, realizada no ano passado.

Reunião discute falta de pediatras

O Conselho Municipal da Condição Feminina agendou, para amanhã às 11h30, uma reunião com a diretoria da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) e da Maternidade Santa Isabel para discutirem, juntos, o problema gerado pela falta de médico pediatra durante os partos realizados pelo Sistema

Único de Saúde (SUS). A decisão foi tomada, ontem, durante uma reunião entre as membros do Conselho.

O objetivo da reunião, segundo a presidente do Conselho da Condição Feminina, Estela Almagro, é apresentar propostas e discutí-las junto à diretoria da AHB e do hospital para que, em pouco tempo, esse problema da falta de pediatra possa ser solucionado.

Estela afirma que a responsabilidade é de todos, ou seja, do poder público do município, dos médicos da Maternidade, da AHB e da sociedade. "Necessitamos nos unir para ajudar as gestantes que precisam do trabalho do SUS", disse.

Segundo Estela, os pediatras não obtiveram um subsídio para trabalhar no Pronto-Atendimento a Gestantes. Eles recebem do SUS apenas R$ 14,88 por acompanhamento em partos, diferente dos obstetras, que recebem um valor da Prefeitura de, aproximadamente, R$ 120,00 por parto normal realizado na Maternidade, além do salário pago pelo SUS, cujo o valor não foi informado.

"Não acho que os médicos estejam certos em se afastarem por falta de dinheiro, mas temos que apresentar uma saída para eles também", afirmou.

A presidente disse que, além de apresentar sugestões, espera algumas respostas, como por exemplo, desde quando esse problema vem acontecendo sem o conhecimento da sociedade. "Através de informações extra-oficiais, fiquei sabendo que a falta de pediatra nos partos já ocorre há muito tempo. Quero saber o que realmente está acontecendo lá dentro. O pediatra é tão essencial quanto o obstetra durante o parto", afirmou.

Estela pretende entrar em contato também com o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente para que a entidade também participe da discussão. "O risco é para a mulher e também para o bebê e por isso acredito que é importante a participação do Conselho da Criança", disse.