07 de julho de 2026
Geral

Cessão de prédio

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

Nilson não acerta cessão do prédio da Rede

Texto: Josefa Cunha

Apesar de negociações mantidas há quase um ano, o prefeito Nilson Costa (PPS) voltou de mãos vazias da visita feita anteontem à nova diretoria da Rede Ferroviária Federal S/A (em processo de liquidação), no Rio de Janeiro. O encontro objetivava acertos para a cessão

à Prefeitura de Bauru do prédio da antiga estação de embarque, bem como de outros imóveis - alguns deles pertencentes à extinta Fepasa. Desde que assumiu o Palácio das Cerejeiras, Nilson cultiva a intenção de transferir a sede administrativa do município para o local, num projeto que ainda englobaria a revitalização do centro velho da cidade (Praça Machado de Mello).

O prefeito, que esteve acompanhado dos secretários Roberto Rufino (Desenvolvimento Econômico) e Maria Helena Rigitano

(Planejamento), encontrou-se com a liquidante da RFFSA, Anália Martins, mas não atingiu o principal intento. A proposta inicial, até então bem acolhida pela antiga diretoria, vislumbrava um comodato em troca da anistia das dívidas que a Rede e a Fepasa têm com a Prefeitura por conta de IPTUs não pagos. Bauru perdoaria o débito de R$ 1,1 milhão e concederia a isenção do imposto durante a vigência do comodato. Nesse acerto de contas, entraria também o débito assumido pela Prefeitura quando do início das obras do Complexo Viário. Na

época, o governo Tidei de Lima usou parte de um terreno da Rede para erguer uma das pilastras do viaduto.

Apesar de atraente, a proposta não entusiasmou a liquidante, que insistiu na venda dos imóveis. Sem estipular prazos, Anália Martins comprometeu-se a designar duas comissões para avaliar os prédios - uma será pública, através da CEF, e a outra, particular. A Prefeitura, conforme já foi conversado, poderá abater do preço os débitos do IPTU. A aquisição dos imóveis, contudo, não é garantida. "Vamos comprar se o preço for compatível com as possibilidades e se houver um acordo de parcelamento. Certamente, não aceitaremos exorbitâncias", garantiu Nilson Costa.

A insistência na venda pode estar associada ao interesse de grupos privados nos mesmos imóveis, mas Nilson Costa acha que a Prefeitura reúne as melhores condições para efetivar a transação. "Na minha opinião, a Prefeitura de Bauru, por ser credora da Rede, tem a preferência. Temos a considerar ainda que a manutenção da propriedade só acarretará prejuízos. São prédios antigos, que estão deteriorando e precisam de recuperação. Nós fizemos sentir essa necessidade neles", enfatizou, revelando otimismo em ocupar o local até o fim do ano.