Alimentação merece atenção especial
Texto: Erika de Lima
No verão, todo cuidado com as crianças é pouco. Ainda mais se tratando da alimentação dos bebês, que deve ser balanceada e saudável. Segundo a nutricionista Luciane Piva Sabbagh, as mães devem se preocupar em alimentar bem as crianças, mas evitar exageros com relação
às calorias e dar muito líquido. "É importante que a criança beba água em abundância, se preciso mais de um litro, para que não fique desidratada", diz a pediatra neonatologista Giselle Januzzi Zequi.
Devido à temperatura elevada, explica Luciane, a criança perde muito líquido, suando por causa do calor ou porque pratica alguma atividade. Os líquidos servem para manter os fluídos corporais, evitando assim, a desidratação. Por isso, trcada criança deve ingerir uma quantidade de água que seja suficiente para sua idade (confira a tabela).
"Não se deve beber suco ou chá o dia todo em substituição à água, porque cada líquido tem seu valor. A água é muito mais rica, porque tem os sais minerais que o organismo precisa", considera a nutricionista.
A criança que tem até seis meses, deve ser só amamentada. Mesmo em dias muito quentes, a mãe não precisa dar água ou chás, porque a quantidade de líquido ingerida através do leite materno já é suficiente. Mas em casos de desidratação é necessário tomar cuidados especiais, que devem ser orientados por um especialista. Conforme Luciane toda e qualquer mudança de hábito, alimento ou bebida deve ser realizada de forma branda, um tipo por vez, para que o bebê vá se acostumando e aceitando novas comidas e costumes. "Até mesmo ao substituir momentaneamente a mamadeira por uma colher é preciso verificar a aceitação da criança. Seu organismo, por não estar preparado para receber um outro tipo de objeto em sua boca ou alimento, pode rejeitar", acrescenta.
As crianças com mais de seis meses podem comer papinhas de legumes, de frutas; carnes magras, peixes e frangos, por serem alimentos leves e sem muitas calorias, desde que não seja usado óleo em excesso. Mas a gordura não deve ser eliminada da alimentação do bebê, pois é um ingrediente importante para seu desenvolvimento, considera especialistas. "A gordura do alimento natural é importante para a absorção de vitaminas no organismo", lembra.
Também são recomendados água, sucos de frutas frescas (como laranja lima), verduras e carboidratos, que podem ser encontrados no pão, arroz, feijão, pois fornecem nutrientes essenciais para o desenvolvimento da criança e devem ser acrescidas na dieta infantil.
Quantidades calóricas e líquidas
De acordo com nutricionistas, os bebês de 0 a seis meses têm necessidade de 108 calorias por quilo
(de peso) ao dia. Já os de seis a 12 meses, 98 por quilo e de 1 a 3 anos, recomendam 103 calorias por quilo. Nesses valores estão inclusas as três refeições.
Em geral, crianças com mais de três anos ingerem cerca de 2000 calorias por dia, dependendo de sua altura (observe o quadro). Entretanto, é importante que cada caso seja analisado por um nutricionista, que averigua a quantidade exata que a criança deve consumir, verificando suas atividades físicas ou sedentarismo e seu metabolismo.
"Para recomendar uma quantidade de calorias, precisamos saber da altura, do peso, das atividades que pratica, entre outros fatores", complementa Luciane.
Por causa do verão, muitas crianças ficam sem apetite, assim como os adultos. A nutricionista adverte que não há manobras para fazer o filho comer e frisa:
"Se o filho não quiser comer não adiantará fazer aviãozinho, prometer dar um brinquedo em troca da alimentação ou mesmo se vestir de palhaço. Cada organismo é de um jeito e é isso que determina se a criança vai comer mais ou menos". Ela também dá uma dica: "Se o filho não gosta de um alimento, por exemplo, de beterraba, misture-o em outros pratos ou faça sucos que, por ficar colorido, pode até chamar a atenção da criança e ela ingerir o líquido".
Entretanto, não são todos os alimentos e bebidas aceitos numa dieta saudável. Há muitos que devem ser evitados pelos pais para que o "baixinho" passe bem durante o verão. São aqueles que provocam fermentação e gases, como salgadinhos empacotados, biscoitos recheados, maionese, carnes gordurosas (porco), condimentos, purês de batatas e refrigerantes.
A nutricionista comenta que alguns desses alimentos podem ser dados para as crianças, mas sem muita freqüência. "Um dia ou outro pode dar um salgadinho ou mesmo refrigerante. O que não pode é acostumar a criança a comer só isso", completa.
Há mais alimentos naturais que levam advertência dos nutricionistas. Repolho, pimentão, pepino, couve de Bruxelas, excesso de cebola, milho e nabo são alimentos que mais provocam gases em crianças e, por isso, as mães devem se alertar.
Luciane afirma também que não há necessidade de se colocar açúcar em sucos ou leites, mas se for o caso, deve-se usar pequena quantidade, sem deixá-los "melados". O açúcar
é encontrado na maioria das frutas. "A mãe deve controlar a alimentação. Quando der um suco para o filho não é conveniente colocar açúcar, porque a fruta já é doce, a menos que seja de limão. Mas aí utiliza-se apenas umas colheres de chá para adoçar", ensina.
Contudo, Luciane, que também é mãe de duas meninas, desabafa que não é fácil driblar as situações.
Cuidados maternos
Aqui estão algumas regras básicas para cuidar de seu bebê em todas as estações:
* Cordão umbilical: quando um bebê nasce, o cordão umbilical é cortado e permanece alí uma ponta que cairá geralmente entre 7 e 12 dias (pode cair antes ou depois deste prazo). Manter o máximo de higiene é recomendado para evitar infecções. Sempre que trocar o bebê, limpe a base do cordão com um algodão embebido em álcool. Isso ajuda o cordão a secar, fazendo cair mais rápido, além de evitar bactérias.
* Arrotos: o bebê precisa arrotar durante e após cada mamada. Sempre tenha uma fralda na frente do bebê enquanto ele arrota. Uma das maneiras para fazê-lo arrotar é colocá-lo em pé contra seu corpo, com a cabeça em seu ombro. Depois esfregue ou dê umas palmadinhas delicadas nas costas.
* No berço: o bebê deve ser colocado no berço com a cabeça um pouco mais baixa do que os pés, isso evita que ele sufoque com o vômito.
* Visitas: o bebê deve receber uma visita de cada vez. Procure não deixar pessoa com faringite ou amigdalite pegar o bebê para evitar, assim, a contaminação.
* Banho: você deve conversar com o pediatra do seu bebê, pois alguns médicos acham que o banho só deve ser dado por completo, após a queda do cordão umbilical. Outros médicos acreditam que o banho pode ser dado logo no segundo dia de vida do bebê, com muito carinho e higiene. Até o bebê completar um mês de vida, a banheira deve ser escaldada e a água fervida. A pessoa que for dar o banho deve lavar as mãos com escova e sabão. Para verificar a temperatura da água, coloque o cotovelo ou dorso da mão na água, que deve estar morna. O nível da água não deve ultrapassar 15 centímetros e o bebê deve ser segurado com firmeza para se sentir seguro.
Fonte: Site www.bebe2000.com.br