08 de julho de 2026
Geral

Urbanização

Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 4 min

Erosão "engole" a Praça Palestina

Texto: Andréia Alevato

Quem passa pelas avenidas Getúlio Vargas e Nossa Senhora de Fátima e vê o comércio e o grande número de prédios e casas requintados não pode imaginar que o Jardim América também tem problemas de erosão e está começando a sofrer com as enchentes, por causa dessas erosões.

Na região abaixo da avenida Nossa Senhora de Fátima, mais para o final do bairro, divisa com o Parque das Nações, fica a Praça Palestina, uma das maiores praças de Bauru, inaugurada em abril de 1986. Essa praça sofre, há alguns anos, com problema de erosão, a principal reclamação dos moradores do Jardim América. O problema da erosão na praça já está afetando a vida dos moradores próximos

à praça.

O primeiro buraco apareceu na Praça Palestina, que é dividida em parte alta (quadra 1) e parte baixa (quadra 2), há alguns anos, segundo o presidente da Associação de Moradores do Jardim América, Luiz Carlos de Oliveira. Esse buraco foi aumentando, atingiu as duas quadras e praticamente destruiu a praça. As quadras de vôlei de areia e de futebol estão cheias de buracos, impossibilitando inclusive a prática dos esportes.

Esses buracos surgem em decorrência de problemas com a tubulação, que nesta praça, e em outros locais de Bauru, são de tubos, de aço corrugado (como se fosse um espiral), que acabam enferrujando e se deteriorando com o tempo e a água. Os problemas mais recentes causados por esse tipo de tubulação foram na avenida Cruzeiro do Sul, na Vila Ipiranga e no Parque Bauru. Esses tubos devem ser substituídos pelos de concreto.

A parte alta da Praça Palestina já passou por uma reforma, há mais de um ano, e os tubos foram substituídos, mas novamente, a parte alta está sendo

"engolida" por um buraco, deixando aparente até os fios de energia.

"Se continuar assim, ficaremos sem luz qualquer dia desses", disse Oliveira.

Na parte baixa da praça (quadra 2), a erosão é tão grande que as crianças se acostumaram com ela ocupando o lugar do campo de futebol. Elas brincam dentro do buraco.

Para tentar combater a erosão da praça, moradores jogam entulho no buraco, mas essa medida não resolve o problema.

Também no final do Jardim América há problemas de esgoto estourado e a céu aberto. O terreno onde o esgoto está aberto, segundo o presidente da Associação de Moradores, pertence à ferrovia e por isso, demora para fazer o reparo.

Outro problema enfrentado pelos moradores próximos à Praça Palestina são as inundações das casas em dias de chuvas fortes. Toda a água que cai no bairro, desce a avenida Getúlio Vargas, é captada abaixo da avenida Nossa Senhora de Fátima. Essa água toda vai para o estrangulamento do final do Jardim América, divisa com o Parque das Nações, que não comporta. Aí, acontecem as inundações.

A erosão da parte baixa da Praça Palestina também derrubou os postes de luz, fazendo com que a área fique totalmente escura.

Problemas de iluminação também existem no ponto final do Jardim América, que é justamente na Praça Palestina. O poste de luz que havia no local foi retirado quando a parte alta foi reformada e não foi recolocado, de acordo com o presidente da Associação de Moradores.

Mas a Praça Palestina também tem seu lado bonito. É uma praça com muitas árvores

(infelizmente algumas estão sendo engolidas pela erosão) e com belos jardins, na parte alta da praça que já passou por uma reforma, cuidados por moradoras vizinhas.

"Os moradores daqui cuidam da praça. Se ela for arrumada, mais jardins serão cuidados e formados. Mas com essa praça destruída, não há estímulo para isso", concluiu o presidente da Associação de Moradores do Jardim América.

O secretário municipal de Obras, Edmilson Queiroz Dias, afirmou que irá até o local para conhecer os problemas, e depois irá analisar qual será a melhor forma de resolvê-los.

Chicão

O edifício residencial Francisco de Assis Moura - o Chicão -, foi construído em 1986, no Jardim América.

É um dos edifícios residenciais mais requintados e espaçosos de Bauru. É tradicional, principalmente na época do Natal, quando ganha uma decoração natalina que arrebanha centenas de admiradores. Nele, moram personalidades da cidade, como políticos, delegados e empresários.

O residencial é formado por três prédios, cada um com 13 andares e um apartamento por andar, somando 39 apartamentos. Só a sala de cada apartamento tem 100 metros quadrados, maior do que muitos apartamentos na cidade.

O aluguel de um apartamento no Chicão custa, em média, R$ 2 mil, segundo o síndico, Ivaldo Crivelli. O condomínio sai por R$ 500,00.

O Chicão tem 2000 metros quadrados de jardinagem, três piscinas, parquinho para as crianças, quadras de basquete, futebol de salão e tênis, churrasqueira, salão de festas, salão de jogos e sala de ginástica, além de um escritório e uma sala de visitas, para os condôminos que precisam tratar de negócios e preferem fazer isso fora de casa.

O nome do edifício foi uma homenagem ao ex-delegado regional de Bauru, Francisco de Assis Moura, que foi o idealizador do edifício. Ele e alguns amigos queriam morar em um lugar seguro e com conforto e decidiram coinstruir o edifício. Antes da obra ser concluída, o delegado morreu. Daí a homenagem.