Com apenas 8 hidrantes, Marília realiza campanha de emergência
O número de hidrantes existentes em Marília é muito pequeno se comparado à importância do equipamento na segurança da população. Por isso, representantes do comércio, Corpo de Bombeiros e Departamento de Água estiveram reunidos recentemente no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), discutindo o assunto, principamente os problemas provocados pela falta desse equipamento nas ruas. Ao final da reunião, ficou decidido que uma campanha será realizada junto aos empresários para tentar elevar o número de hidrantes, dos atuais oito para pelo menos cem.
Participaram do encontro o presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim) Sérgio Lopes Sobrinho; o diretor titular do Ciesp, João Barion Júnior; o capitão comandante do subagrupamento de Marília, Júlio César Marques Dias; o subtenente comandante do Posto de Corpo de Bombeiros de Marília, Osmarino Luiz Oliveira; diretor técnico e engenheiro de operações do Departamento de Água e Esgoto de Marília (Daem), Dênis Emanuel de Araújo e o engenheiro civil do Daem, João Pedro Marconato.
Segundo Barion Júnior ficou decidido que as entidades vão promover uma campanha para aumentar o número de hidrantes existentes em Marília. "Vamos entrar em contato com empresas de nossa cidade que estejam interessadas em instalar hidrantes na área geográfica em que estão localizadas", explicou. Ele disse que o hidrante deve ser visto como equipamento de segurança das empresas, pois dão maior garantia ao patrimônio do empresário, e não como um custo a mais.
O capitão comandante, Júlio César Marques disse que em Marília, existem apenas oito hidrantes instalados, sendo que alguns não estão em funcionamento. "Este número é mínimo se compararmos com o ideal de um hidrante para cada 600 metros em áreas residenciais e um a cada 150 metros em áreas comerciais", comentou. De acordo com o capitão, um hidrante custa aproximadamente de R$ 600 a R$ 1 mil. "Queremos chegar ao número de 100 hidrantes, com a campanha", lembrou.
Conforme o diretor técnico e engenheiro do Daem, Denis Araújo, nos três distritos industrias da cidade não há qualquer planta ou projeto para instalação de hidrantes. "Não existe legislação que obrigue o Poder Público ou tampouco o Daem a colocar hidrantes nas ruas", completou. Ele destacou que como se trata de segurança deveria ser planejado de acordo com as necessidades do município.
O diretor titular do Ciesp ressaltou que, no encontro, os representantes do Daem se comprometeram a apresentar uma planta com a distribuição de água em todas as regiões de Marília e os bombeiros vão traçar um plano dos locais onde há maior necessidade de instalação dos hidrantes.
"Com o uso dos hidrantes, os bombeiros poderão usar menos equipamentos, menos homens e atingirão com mais rapidez os focos de incêndio", frisou.
Para Barion Júnior o maior número de hidrantes pode significar para as empresas de seguro menos riscos com incêndios e indenizações. "Vamos desenvolver trabalho específico com as seguradoras para que participem da campanha", concluiu. Conforme o subtenente, Osmarino Oliveira, o fogo costuma destruir tudo em residências e lojas e com auxílio dos hidrantes se pode salvar alguma coisa. "A ajuda dos hidrantes pode ser decisiva para controlar incêndios, principalmente nas áreas mais centrais da cidade", garantiu.