07 de julho de 2026
Geral

Dengue

Adriana Rota
| Tempo de leitura: 3 min

Infestação do Aedes é baixa em Bauru

Texto: Adriana Rota

O índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, conhecido como índice de Breteau, é um dos menores dos últimos tempos em Bauru. É o que indica o estudo mais recente da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), entregue ao Departamento de Saúde Coletiva (DSC). Os cuidados para evitar a procriação do vetor, no entanto, não podem parar, porque ele transmite dengue e febre amarela, ameaçando a vida do doente.

O índice de Breteau (nome que remete ao inventor da técnica de medição) verifica quantos focos do mosquito são encontrados em cada 100 residências visitadas. No estudo feito entre final de dezembro e início deste mês, o número foi 1.4. De acordo com a diretora-substituta do DSC, Heloisa Lombardi, é o menor índice desde o ano passado e ele está dentro do limite admitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de 5.

Isto não significa, no entanto, que a população possa deixar os cuidados de lado. O Aedes aegypti, além da dengue, é também o vetor da febre amarela, doença que pode ser fatal e está com pacientes sob suspeita em alguns pontos do Brasil. Continua valendo a instrução de não deixar objetos que possam acumular água, evitando a reprodução do mosquito.

Para a dengue não existe vacina e quem a contraiu uma vez pode desenvolver o tipo hemorrágico, que pode ser fatal. Já o medicamento contra a febre amarela está disponível em todas as unidades de saúde da cidade, que devem ser procuradas por pessoas que não tenham sido vacinadas nos

últimos dez anos (tempo de duração de seus efeitos) ou que estejam de viagem marcada para regiões consideradas de risco (Goiás, Pará, Mato Grosso e Amazonas). Estes, precisam tomar o medicamento pelo menos dez dias antes da partida.

Terrenos baldios

É cada vez mais freqüente no JC o número de denúncias de moradores da cidade sobre terrenos baldios que recebem grandes quantidades de lixo e entulho, acumulando

água e colocando em risco a saúde da comunidade.

É o caso de Judite Cavalcanti de Campos, moradora da quadra 14 da rua Célio Daiben, na Vila Nova Santa Clara. Ela está preocupada com o risco de contrair dengue hemorrágica, já que no ano passado teve a dengue convencional. Um terreno da vizinhança tem objetos passíveis de servirem como criadouros.

A informação do DSC é que este tipo de situação deve ser denunciada pelo telefone 235-1215. A partir daí, uma equipe vistoria o terreno, localiza o proprietário no cadastro da Prefeitura, envia um auto de infração e concede um prazo para regularização da situação. Como o tempo para contatar o dono do terreno é variável, dependendo da facilidade para encontrá-lo (pode ter mudado da cidade, por exemplo), o ideal é que as denúncias sejam feitas o mais cedo possível.

Independentemente disso, mais de 100 pessoas estão atuando diariamente na prevenção e fiscalização dos criadouros, através do Plano de Erradicação do Aedes (PEA), através de um convênio entre a Prefeitura e o Ministério da Saúde.