07 de julho de 2026
Geral

Acidente

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Criança fica gravemente ferida em brincadeira em lixão

Texto: Ieda Rodrigues

Uma brincadeira, aparentemente inocente, deixou Geovani Carlos Pereira, 7 anos, morador do Parque Primavera, em Bauru, gravemente ferido. O menino foi atingido, na testa, na altura dos olhos, por um pedaço de ferro que ele mesmo havia arremessado num monte de lixo que queimava, num terreno baldio localizado ao lado da caixa d'água do Departamento de Água e Esgoto (DAE), na divisa entre o Núcleo 9 de Julho e o Parque Primavera.

O pedaço de ferro, mais ou menos do tamanho de uma caneta e da espessura de um tubo de PVC, teve efeito bumerangue ao cair no fogo, provavelmente devido à uma explosão. O lixo que queimava e que causou o acidente estava sobre um monte de terra, atrás de um campinho de futebol existente no terreno baldio.

A única testemunha do acidente foi um garoto, Caio Eduardo Ribeiro, 13 anos, que estava em frente sua casa, há alguns metros de Geovani. Ele contou que Geovani subiu no monte de terra, de mais ou menos um metro de altura, e arremessou um objeto. Em seguida, teria ouvido uma explosão forte e visto Geovani caindo do monte de terra, já com o pedaço de ferro cravado em seu rosto.

Caio contou que correu para o local, percebeu que Geovani estava inconsciente e em seguida acionou o Pronto-Socorro e o Corpo de Bombeiros. O menino foi socorrido por uma ambulância, que chegou ao local em poucos minutos, e levado ao Pronto-Socorro da Bela Vista, de onde foi transferido para o Hospital de Base.

Geovani foi submetido a uma cirurgia e até o início da noite de ontem seu estado era grave. O menino era acostumado a brincar na rua, segundo seu primo, Sidinei Bernardes de Lima. Tânia Mara Ribeiro, que mora em frente ao terreno onde ocorreu o acidente, reclamou das pessoas, segundo ela, da vizinhança, que jogam lixo e entulho no local.

Tânia lembrou que o caminhão da coleta de lixo passa no bairro três vezes por semana e que, portanto, não há motivos para os moradores despejarem lixo no terreno baldio. Ela disse que pediu ao DAE que amontoasse o lixo - para limpar o terreno -, e que retirasse os detritos do local. O lixo foi amontoado, mas não teria sido retirado do local por falta de máquinas.