07 de julho de 2026
Geral

Conta de água

Paulo Toledo
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DAE só emitirá conta a partir de R$ 2,50

Texto: Paulo Toledo

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) adotou um novo sistema de cobrança em suas contas, que só serão emitidas quando o valor atingir, no mínimo R$ 2,50. Até o início deste mês, a autarquia emitia contas com qualquer valor, mesmo que fossem menores do que a tarifa que era paga aos bancos, R$ 0,50, para o recebimento, conforme noticiou o Jornal da Cidade, que, na época, teve acesso a uma conta cobrada e paga de R$ 0,05 (cinco centavos).

Fábio Passanezi Pegoraro, 28 anos, diretor financeiro do DAE, disse que o sistema de informática para emissão de contas estava condenado pelo "bug do milênio e foi necessário a implantação de uma tecnologia totalmente nova. Assim, os técnicos não perceberam o problema que fez com que cerca de mil das 100 mil contas fossem emitidas com valores baixos.

Pegoraro disse que o problema já foi solucionado e todas as contas que não atingirem o valor mínimo de R$ 2,50 terão o valor acumulado para contas futuras. Porém, com esse valor a tarifa bancária de R$ 0,50 ainda continua representando de 20% do total de uma conta do valor mínimo, o que ainda é alto.

O diretor financeiro diz que este valor poderá ser alterado e os R$ 2,50 é o valor do consumo mínimo de 6 mil litros. Ele disse que esse valor foi estabelecido pensando-se, inclusive, nas famílias de baixa renda, as quais têm dificuldades em pagar contas de valores mais altos, o que ocorreria se houvesse o acumulo.

Pegoraro informou que a autarquia vai verificar o impacto que terá a nova sistemática neste primeiro mês e, dependendo do resultado, poderá ocorrer alguma alteração no valor mínimo de pagamento de conta, podendo ser aumentado.

A cobrança de valores baixos é um antigo problema enfrentado pelas empresas que prestam serviços públicos. A Telefonica, desde quando era a estatal Telesp, para evitar desperdício, só emite contas acima de R$ 10,00. Atualmente, como a assinatura mínima custa cerca de R$ 13,00, isso ocorre, geralmente, quando o usuário tem crédito a receber de cobranças indevidas. Porém, é mantida a regra.

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) está aprimorando seu sistema. Atualmente, o consumidor que gasta até 50 Kwh mensais pode fazer o pagamento trimestralmente. Na preocupação de melhorar o serviço e evitar desperdícios, a Companhia está fazendo um piloto na cidade de Valinhos, na região de Campinas, elevando esse consumo para 110 Kwh, ampliando a faixa de consumidores que podem se enquadrar e otimizando seu sistema de cobrança. De acordo com a Assessoria de imprensa da CPFL, a intenção da empresa é estender esse valor de 100 Kwh para toda a sua área de concessão, para evitar a cobrança de baixos valores.