07 de julho de 2026
Geral

Desmatamento

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Desmatamento afeta 15 ha em Tibiriçá

A degradação ambiental registrada pela Poícia florestal atingiu três áreas dentro da fazenda Barra Grande, no distrito de Tibiriçá

A Polícia Florestal localizou ontem de manhã mais uma grande área degradada em função do corte indiscriminado de árvores, a maioria já em idade adulta, incluindo perobas e óleo de copaíba. No sábado passado, os policiais já haviam encontrado 297 árvores derrubadas no sítio São Francisco, no município de Agudos.

Ontem, após receber denúncias, os florestais seguiram para a fazenda Barra Grande, no distrito de Tibiriçá e localizaram três áreas próximas umas das outras que haviam sido desmatadas. Em duas delas, segundo o comandante interino da Polícia Florestal em Bauru, tenente Marcelo Sanches, as árvores derrubadas já estavam em idade adulta, formando um 'capoierão' e até por isso os danos podem ser considerados ainda maiores já que a degradação atinge diretamente a fauna. Neste caso, o proprietário da fazenda, cujo nome não foi divulgado pela polícia, responderá pelo artigo 48 da lei de Crimes Ambientais que preconiza pena e multa.

A Polícia Florestal calculou em 15 hectares a área desmatada indevidamente. Além de uma multa administrativa no valor total de R$ 7,5 mil, à qual cabe recurso, o infrator fica sujeito também a penalidades criminais.

No local, foram encontradas ainda as árvores cortadas e os policiais constaram que a madeira seria comercializada, o que fica proibido com a intervenção da polícia. Outra observação feita pela PF é que os cortes estavam sendo feitos de forma a não chamar muito a atenção, já que algumas espécies eram deixadas. Os policiais não confirmaram o que o ifazendeiro pretendia fazer na

área, mas suspeita que fosse usá-la para agricultura.

O tentente Marcelo Sanches lembra que qualquer tipo de crime ambiental pode ser denunciado (fone 0XX14- 230-2700) e lembra: antes de promover o corte de uma árvore ou qualquer alterração no meio ambiente, deve-se cconsultar órgãos como o Ibama ou a própria PF.