Linhas de ônibus geram polêmica entre usuários
Texto: Erika de Lima
A retirada de linhas de ônibus dos finais de semana teve muita repercussão entre os usuários do transporte coletivo. E, mais uma vez, esse assunto chega a gerar polêmica entre os usuários só que, desta vez, é sobre a retirada das linhas que circulam nos dias úteis. A possível reestruturação dos horários das linhas durante a semana está deixando muitas pessoas transtornadas.
A maioria dos usuários critica a pequena quantidade de
ônibus que está circulando na cidade, porém, nem todos têm a mesma opinião. A xx Maria Madalena,
é favorável à reestruturação dos horários das linhas de ônibus e aguarda com ansiedade.
"xxxxx".
Já, a usuária de transporte coletivo, Elizabete Agapto, 19 anos, está indignada com a situação e não admite que ocorram novas alterações.
"Eu dependo de circular para trabalhar porque moro num bairro e trabalho em outro. Com a alteração sairei prejudicada", desabafa.
Além de Elizabete há muitas outras pessoas que passam pelo mesmo problema. O ajudante-geral, Edgar Elias Peixoto, 29 anos, também está na mesma situação. Ele trabalha aos finais de semana, justamente, quando o número de transporte coletivo é bem menor.
Tudo começou porque as empresas TUA, Kuba e ECCB argumentaram que precisavam aumentar as tarifas ou reduzir seus custos. Por isso, a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) fez a revisão nos horários das linhas de ônibus, mas só nos finais de semana.
Contudo, a reclamação dos usuários sobre a pequena quantidade de transporte coletivo aos sábados e domingos cresceu e muito. A comerciante Neusa Gomes Ramos, 33 anos, reclama, dizendo que os horários de ônibus, que ainda transitam nos finais de semana, são poucos. Ela conta que o número das linhas Nova Esperança e Viaduto foram reduzidas e, agora o tempo de espera é muito maior.
"É horrível ter que esperar transporte coletivo aos domingos e, se houver redução de ônibus nos dias úteis será muito pior", afirma.
Há outras linhas como a Vila Santista e Parque das Nações, que têm grande demanda para o pequeno número que atualmente circula, ressaltaram os usuários.
Para finalizar, o membro do Conselho dos usuários, Roque Ferreira, fez várias considerações sobre o assunto e, uma delas é que, essa redução piora a qualidade do serviço. "O poder público não deve fugir da organização e gestão do sistema viário, mas deve estar de acordo com os interesses da maioria dos usuários, para não prejudicá-los".