07 de julho de 2026
Geral

Tutela

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Conselho Tutelar pede a guarda de crianças

O Conselho Tutelar vai pedir ao Ministério Público autorização de busca e apreensão de menores que estão vivendo em condições sub-humanas e de delinqüência num barracão abandonado localizado na quadra 1 da rua Manoel Camargo, no Jardim Marambá. No local, morariam onze pessoas, sendo a maioria menor de 18 anos e pelo menos duas crianças de colo.

A reportagem do JC constatou que no barracão abandonado há sujeira para todos os lados: restos de comida, garrafas vazias além de muita roupas sujas e fezes de animais. Empresários da região estão reclamando que os casos de furtos a seus estabelecimentos comerciais aumentaram bastante após o grupo ter se instalado no barracão. Num dos furtos, foram levados dois galões de 18 litros de cola cada um.

Darlene Martins Têndolo, conselheira Tutelar, explicou que de posse da autorização de busca e apreensão, o órgão vai encaminhar as crianças menores para instituições da cidade, entregar os menores infratores à Vara da Infância e Juventude e tentar colocar os adultos em programas de reabilitações. Ontem, uma conselheira esteve no barracão, mas os adultos não autorizaram o encaminhamento das crianças para um abrigo. No local, moraria uma mulher, sua filha adolescente, que já teria três filhos, e outros menores.

A equipe de reportagem, que foi ao barracão abandonado, foi ameaçada pelas pessoas que estavam no local. Uma mulher, que seria a avó das crianças de colo, alegou que nenhum dos moradores do barracão trabalha porque nenhum bauruense lhes oferece emprego. O grupo estaria armados e fazendo uso de drogas.

De acordo com Darlene, as crianças pequenas devem ser encaminhadas

à Casa da Criança da Sociedade Beneficente Cristã. As mães também poderiam participar de programas de recuperação e geração de renda enquanto os menores, que estariam cometendo infrações, serão encaminhados à Vara da Infância e Juventude.

Empresários reclamam de furtos

Empresários do Jardim Contorno estão inconformados com o número de furtos que está ocorrendo no bairro. Eles afirmam que menores, que estão morando num barracão abandonado próximo do local, entram em seus estabelecimentos comerciais e furtam ferramentas para trocar por drogas.

Um dos empresários já foi vítima cinco vezes.

"O problema é que eles entram, estragam coisas e levam as ferramentas. A produção da fábrica fica parada. Tenho dez funcionários que ficam sem trabalhar", reclamou.

Ele acha que o problema é social, mas que tem que ser resolvido.

"Eu estou arcando com um problema que é da sociedade toda.

Ele levam ferramentas de R$ 400,00 e trocam por um cigarro de maconha, prejudicando o meu negócio", disse. Ontem, a quinta vez que a empresa foi furtada, a porta foi arrombada e levados dois galões de 18 litros de cola, ferramentas, rádio, caixas de refrigerantes, doces, entre outros produtos.

O medo do empresário é que os menores façam coisa pior. "Eles podem fazer qualquer coisa porque para arrombar essa porta eles usaram um pedaço de concreto", disse. Outro empresário das imediações também quer providências. "No período noturno, os maiores chegam e cheiram cola todos juntos. As criancinhas de colo estão junto o tempo todo. É um ninho de marginal", desabafa.

Para eles, a polícia ou o Judiciário deveria tomar uma providência. "Eles tinham que encaminhar essas pessoas para uma entidade ou prender aqueles que estão praticando esses crimes. Eles dormiam em um caminhão-baú, agora foram para um barracão."

Pouco depois dos empresários terem reclamado da situação, uma dona de casa foi roubada na quadra 2 da rua Padre Francisco Vandermor, próximo do local. A vítima saía para as compras quando um homem a assaltou. Ele levou sua bolsa, contendo documentos pessoais e R$ 30,00. A vítima viu com o assaltante, um revólver niquelado.