Moradores querem polícia e saúde
Texto: Andréia Alevato
A nova diretoria da Associação de Moradores da Vila Independência tomou posse no final do ano passado. Mas as reivindicações já estavam prontas há algum tempo.
Segundo o presidente da entidade, Ovídio Rodrigues, as duas principais reivindicações dos moradores é a construção de prédio próprio para a Polícia Comunitária e para o núcleo de saúde. Atualmente, o Pelotão Oeste, da Polícia Militar, funciona em uma parte do prédio da Administração Regional da Vila Falcão. O Posto de Saúde também funciona em uma sede provisória no bairro.
O tenente Fabiano de Almeida Serpa, comandante do Pelotão Oeste, afirmou que um terreno, localizado ao lado da Associação de Moradores, será avaliado no próximo mês e, se for aprovado, as obras para construção da sede do Pelotão Oeste devem começar em seguida. O tenente contou que uma área já havia sido vistoriada, próxima à rotatória que dá acesso a essa área deveria ser desapropriada pela Prefeitura, só que isso ainda não foi feito. Por isso, o comando da Polícia Militar de Bauru irá avaliar essa outra área, oferecida pela Associação de Moradores.
Uma outra área também pode ser utilizada, segundo o tenente Serpa. É o terreno existente ao lado de uma quadra poliesportiva e um campo de malha públicos, que ficam na frente da Associação. Esse terreno, se aprovado pela Polícia Militar, também deverá ser desapropriado pela Prefeitura, o que dificultará ainda mais a construção da sede.
Já a Secretaria Muncipal de Saúde informou que a instalação do núcleo de saúde em sede própria está no orçamento deste ano, mas que existem outras prioridades. De acordo com informações da Secretaria, o núcleo de saúde da Vila Independência será instalado em um prédio da Secretaria das Administrações Regionais (Sear), que precisa ser desocupado.
A diretoria da Associação de Moradores afirmou que os bairros adjacentes à Vila Independência sofrem com a falta de asfalto e com as erosões.
"Os lugares mais prioritários são as vilas Santista, São Francisco, Vila Maria, Nova Paulista e Paulista. Mas, muitos bairros aqui sofrem com a falta de asfalto. Erosão é o que a gente mais tem por aqui", disse Rodrigues.
Outra reivindicação da Associação de Moradores é a instalação de uma creche na área mais central da Vila Independência.
"A maioria das mães da Vila Independência e dos bairros vizinhos trabalha e precisa de uma creche aqui, na área central da Independência", alegou Maria Tereza Fernandes, diretora de eventos da Associação.
Sobre as áreas de lazer, os diretores da Associação disseram que o bairro tem várias
áreas de lazer, mas que estão abandonadas.
"Temos várias praças e quadras esportivas, mas elas estão abandonadas. Um exemplo está aqui na frente da Associação. A área tem uma quadra de basquete e futebol de salão e um campo de malha, que são cercados, porque são da Prefeitura. Como não tem ninguém para tomar conta, vândalos vêem que está abandonado, sem carpir ou limpar, e quebram o que tem, cortam as cercas. Temos área de lazer, mas precisam ser cuidadas", concluiu Evilácio Fazzio, mais conhecido como Vila, diretor da Associação.
Japoneses escolheram a Independência para fincar raízes
O pedaço da "Terra do Sol Nascente" em Bauru está nas adjacências da Vila Independência, na chamada Vila Nipônica. Um grande número de japoneses e decendentes mora no bairro.
A religiosidade dos templos orientais emprestam tradição e beleza ao cenário da Independência e bairros adjacentes.
Os imigrantes japoneses e adeptos da Tenrikyo escolheram a Vila Independência para fincar raízes e disseminar sua cultura.
A igreja Tenrikyo foi fundada em julho de 1951. Matriz brasileira e latina da igreja japonesa, surgida no século passado, a Tenrikyo é a principal referência oriental de Bauru. Também é um importante elo entre Bauru e Tenri (Japão), sacramentadas cidades-irmãs em 1970. Além da sede de toda a América Latina, Bauru também tem seu próprio templo da Tenrikyo, bem menor que a sede latina. A matriz mundial da Tenrikyo fica em Tenri.
Hoje, em todo o Brasil, são 77 igrejas e cerca de 400 "casas de divulgação" em vários Estados e mais de 20 mil fiéis. Não são só os japoneses que fazem parte da Tenrikyo. Vários ocidentais também são adeptos da religião, o que facilita contatos e permite que as tradições japoneses atravessem gerações.
A origem
A Tenrikyo começou em 26 de outubro de 1838, em Tenri - capital da província de Nara, ao Sul do Japão -, quando Deus-Parens, figura onipotente dos tenrikyanos, revelou-se através da dona-de-casa Miki Nakayama e a escolheu como seu sacrário, com o objetivo de salvar a humanidade. Chamada de "Oyasama" (mãe de toda humanidade), Miki Nakayama deixou uma escritura de 1.771 versos, além de danças e hinos sagrados. Os tenrikianos acreditam que Deus-Parens vive em "Jiba" (berço da humanidade), onde criou os seres humanos, a terra natal de toda a humanidade, e espera ansiosamente o regresso dos seus "filhos" de todas as partes do mundo.
Dois pontos básicos orientam a religião: a busca de uma "vida plena de alegria" e a irmandade entre os homens. Para os adeptos, que acreditam na reencarnação, a felicidade depende do livre arbítrio do espírito, que deve seguir os ensinamentos confiados a "Oyasama".
A Tenrikyo afirma que o corpo é um empréstimo de Deus aos homens. Essa crença ajuda os fiéis a aceitar mais tranquilamente a morte e a associar doenças e contrariedades do dia-a-dia a transgreções cometidas contra a palavra divina.
Budistas
A Vila Independência também abriga, há 35 anos, o Templo Budista de Bauru. É lá que os orientais fazem o "moti", bolinho japonês feito de arroz, que é preparado para as festas especiais, como a passagem do ano.
O arroz próprio para o "moti", que cresce na água, deve ser deixado de molho durante 12 horas. Depois é colocado sobre um pano que cobre a peneira, a fim de que toda a água escorra. Em seguida, é colocado no pilão, hoje elétrico, até obter a concistência necessária. Depois, a massa é colocada sobre uma bandeja de madeira, polvilhada com maisena. A massa ainda quente é aberta com rolo e os bolinhos são cortados com a forma própria. Em seguida, são enrolados, um a um, e levados para a mesa onde esfriam. Por fim, são embalados e pesados.