Emefs em obras atrasam início de aulas
Texto: Fabiana Teófilo
As Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emef), Alzira Cardoso, localizada no Jardim Chapadão e Aníbal de Frância, no Parque São Geraldo, que deveriam iniciar as aulas hoje, alteraram o calendário escolar e as aulas para os alunos matriculados na 1.ª série devem começar dentro de 20 dias, segundo informações da Secretaria Municipal da Educação. O motivo, segundo a Prefeitura Municipal,
é um atraso nas obras de ampliação de salas, devido às chuvas e às dificuldades no cumprimento do cronograma de pagamento.
A mãe de um aluno matriculado na escola do Jardim Chapadão, Rosimeire Martins, disse que não concorda com o atraso de aulas porque deve prejudicar o desenvolvimento dos alunos. Ela afirmou que os pais dos 140 alunos matriculados na 1.ª série da escola Alzira Cardoso, devem se reunir, hoje, em frente a escola, em protesto ao atraso no início das aulas. "Não podemos deixar as crianças sem aula. As obras deveriam sido concluídas antes de começar as aulas", disse.
A Secretaria Municipal da Educação informou que as turmas que tiverem o início das aulas atrasados não serão prejudicadas e que os dias letivos serão cumpridos, com calendário de reposição, incluindo uma sala especial de reforço escolar.
Na Emef Alzira Cardoso estão sendo construídas três novas salas que são destinadas à 1.ª série. Já na Aníbal de Frância, duas salas estão sendo construídas, sendo uma para a 1.ª série e outra para a biblioteca da escola.
Os demais alunos das duas escolas devem iniciar as aulas hoje, como estava previsto no calendário.
O secretário de Obras, Edmilson Queiroz Dias, disse que as obras na escola Alzira Cardoso se iniciaram no dia 3 de dezembro e a conclusão está prevista para o próximo dia 3 de março. Segundo ele, essa ampliação
é uma obra licitada e pertence à Secretaria da Educação.
"A Secretaria de Obras tem a função de verificar a qualidade, a pontualidade do cronograma, a construção de acordo com o projeto elaborado, enfim, uma fiscalização", explicou o secretário.
Rosemeire disse que por várias vezes teria ligado na Secretaria da Educação, mas que não teria obtido informações precisas sobre a mudança de calendário.