07 de julho de 2026
Geral

Verba para saúde

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 3 min

Sob disputa de paternidade, chega R$ 1,5 mi para a AHB

Texto: Paulo Toledo

A Associação Hospitalar de Bauru (AHB) deve ter disponível, hoje, em sua conta R$ 1,5 milhão, que a Nossa Caixa-Nosso Banco previa o deposito na noite passada. O dinheiro, que foi um compromisso do secretário estadual da Saúde, José da Silva Guedes, no dia 13 de janeiro, acabou sendo centro de uma disputa de paternidade entre a direção da Divisão Regional de Saúde (DIR-X), que atribui a conquista ao empenho de sua direção (leia-se Flávio Badin Marques), e a diretoria da AHB, que credita os méritos para o administrador da AHB - representante (interventor) do Estado

-, médico Cid Santaella Redorat, e para o médico Pedro Itiro Koyanagi, assistente técnico da Secretaria, que também vem atuando na AHB.

O diretor de Planejamento da DIR-X, Aigiro Kamada, destaca que de fevereiro a dezembro, serão repassados mais R$ 200 mil mensais pelo Estado, como já havia sido anunciado por Redorat, quando compromissado com José Guedes, num total de R$ 2,2 milhões.

Independente de quem se empenhou para a obtenção da verba e, diga-se de passagem, deveriam ser todos os agentes públicos envolvidos, a liberação do repasse emergencial para os hospitais administrados pela entidade - Maternidade Santa Izabel, Hospital de Base e Hospital Manoel de Abreu -, vai possibilitar a resolução de vários problemas pendentes, como o pagamento de parte dos honorários médicos em atraso.

Em dezembro, o Estado já havia liberado R$ 1 milhão para atenuar a crise da AHB, que foram utilizados para socorro das necessidades mais urgentes, como pagamento do 13.º salário dos trabalhadores e parte dos honorários médicos em atraso.

As dívidas da AHB ainda são respeitáveis. Somente aos fornecedores a entidade deve cerca de R$ 4,7 milhões. O total dos honorários médicos em atraso chegam a R$ 2 milhões. Além disso, há débitos com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Liberações

Aigiro Kamada lembrou que, nos últimos anos, os governos Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso vêm fazendo constantes repasses de dinheiro para a AHB. Em 1995, foram R$ 787,7 mil. No ano seguinte, R$ 1,874 milhão. Em 97, os repasses chegaram a R$ 2,351 milhões. No ano seguinte, esse valor chegou a R$ 2,48 milhões. Entre 99 e 2000, o total de repasses previstos deve chegar a R$ 6,776 milhões. De 95 até o final deste ano, o total dos repasses deve chegar a R$ 14 milhões, numa média de R$ 2,378 milhões por ano. Vale destacar que os hospitais são do Estado e administrados pela AHB.

Nos último dias, informou Kamada, a entidade recebeu R$ 152,85 mil, para instalação da UTI Neonatal e do alojamento conjunto para as mães; R$ 75,109 mil, para reforma da UTI adulto e Unidade de Queimados; R$ 108,75 mil, para compra de equipamentos do serviço de neurocirurgia - compra de microscópio eletrônico e bisturi bipolar -; e R$ 199,99 mil, para compra de aparelhos para gravidez de alto risco. Esses recursos vieram, segundo Kamada, do Programa de Urgência e Emergência do SUS.

Para Kamada, com esse recursos bem administrados é possível tocar os serviços dos hospitais. Ele lembrou que, em março, a AHB deve receber uma ambulância UTI. As santas casas de Jaú e Lins também receberão semelhantes, dentro do Projeto Urgência e Emergência.