Garota tenta suicídio e diz ser maltratada por padrasto
Ângela (nome fictício), 12 anos, tomou diversos calmantes com o objetivo de suicidar-se. Internada no Hospital de Base, ela se nega a voltar para casa e ver a mãe, porque diz ser maltratada por ela e seu companheiro. As tias e a avó maternas querem a guarda da garota, cujo destino será decidido pelo Conselho Tutelar.
De acordo com a titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Rejani Borro Tiritan, o suicídio em si não é considerado crime, mas se investiga a possibilidade de instigação, induzimento ou auxílio a ele.
Apesar das denúncias das quatro tias e da avó materna sobre maus-tratos que seriam praticados contra as crianças de 12, 9, 6 e 4 anos e contra a própria mãe delas, quando seu companheiro de dois anos de convivência está embriagado, não foi possível elaborar boletim de ocorrência porque não havia um fato que as comprovasse.
A família qualificou o homem como "ordinário" e afirmou que o fato de ter um irmão conhecido na cidade garante a ele uma sensação de impunidade. Disse, ainda, que a mãe das crianças foi proibida de manter contato com amigos ou parentes, tendo até o telefone cortado, e que passaria por privações.
A mãe, visivelmente abalada, preferiu não falar com a imprensa. Ela e o padrasto negaram qualquer tipo de agressão. A família estava revoltada e disse querer a guarda da garota de 12 anos, que deve ficar numa instituição até a apuração dos fatos, já que se nega a voltar para casa.
Os nomes dos envolvidos foram preservados a pedido da delegada, evitando a condenação antecipada de pessoas consideradas inocentes até que se prove o contrário. (AR)