Cad/E propõe mudanças no Teatro para acomodar deficientes
Gustavo Cândido
Faltando pouco mais de 70 dias para a inauguração do Teatro Municipal, o Centro de Apoio do d/Eficiente (Cad/E), está propondo que algumas mudanças sejam feitas no teatro, para que ele possa ser usufruído, sem dificuldades, também pelos portadores de deficiência física ou visual.
A vistoria no prédio foi realizada na última sexta-feira e contou com a presença da presidente da entidade, Graziela Yoshie Nishiyama; do arquiteto voluntário do Cad/E, Eraldo Costa; do arquiteto responsável pelo teatro, Maurício Queiroz Costa e do representante da Ordem dos Advogados do Brasil, José Costa Jacintho, além de um representante da prefeitura.
Graziela Nishiyama disse que resolveu fazer a vistoria com bastante antecedência, para que houvesse tempo caso fosse necessária alguma reforma. "O que a gente quer é que o teatro seja um modelo e respeite a necessidade de toda a população", afirmou a presidente, lembrando que no final do ano passado, o prefeito Nilson Costa sancionou uma lei que dispõe sobre a adaptação e acessibilidade das pessoas portadoras de deficiências aos edifícios públicos, logradouros, vias públicas, mobiliários e equipamentos urbanos.
"Como agora todos estes lugares precisam oferecer acesso e conforto para os deficientes, esperamos que esses prédios, como o teatro, comecem a se adequar. Os bancos já fizeram mudanças", disse.
Alterações
Segundo Nishiyama, foram detectados alguns pontos que precisam de adaptações para acomodar com conforto deficientes físicos e visuais. O primeiro item observado foram as poltronas. O projeto inicial previa que o espaço que seria da primeira fileira, fosse reservado para deficientes em cadeiras de rodas. Nishiyama sugeriu a criação de poltronas com um espaço ao lado para a cadeira pudesse se encaixar. Isso para que o deficiente que estiver acompanhado não precise se separar da sua companhia, ficando sozinho no espaço reservado para as cadeiras de roda.
Outro local apontado na vistoria foi o palco, que não possui uma rampa para os deficientes. "Hoje em dia existem até grupos de dança em cadeiras de rodas. Eventualmente um espetáculo pode contar com a participação de uma pessoa nessa situação, por isso é preciso uma rampa e também acesso ao camarim", explicou a presidente do Cad/E. De acordo com Graziela Nishiyama, uma rampa removível foi prometida para solucionar o problema do palco. Se houver necessidade, um camarim também será improvisado, enquanto não se constrói um camarim no piso inferior.
Banheiro e elevador
A vitoria também pode constatar que os banheiros também ainda não estão adaptados para os deficientes. "Somente dois banheiros possuíam uma pia rebaixada, na altura adequada para quem usa uma cadeira de rodas, os outros não. Por tanto precisam ser mudados, com pias mais baixas e torneiras especiais", afirmou Nishiyama. A porta dos banheiros também deve abrir para o lado de fora, para que as cadeiras possam ter espaço no seu interior. Outro item muito importante que falta no teatro são elevadores. "Precisamos de ter acesso fácil ao piso superior", afirmou Nishiyama.
A presidente do Cad/E disse que a partir de hoje os arquitetos responsáveis pelo teatro vão estar se reunindo para acertar os detalhes sobre as poltronas e todos os outros pontos apontados pela vistoria. "O teatro tem que garantir o acesso a todos, inclusive aos deficientes, sem rampas provisórias e coisas que você tem que ficar pedindo toda vez. Isso seria o ideal. Mas como nosso teatro é um prédio reformado, esperamos que até o dia da inauguração as obras tenham sido concluídas, garantindo o acesso aos deficientes, dentro dos padrões, dentro da lei", afirmou Nishiyama.