Receita Federal terceiriza a administração de novo depósito de mercadorias apreendidas
Texto: Patrícia Zamboni
O antigo depósito do Instituto Brasileiro do Café
(IBC) está passando por algumas adaptações para ser transformado em um depósito regional da Receita Federal (RF), que será administrado pela empresa Terminais de Cargas do Brasil (TCB) Ltda, de Campinas. Neste local serão armazenadas mercadorias apreendidas em todo o Estado de São Paulo, já que a atuação da Receita Federal de Bauru é em nível de região fiscal - que abrange todo o Estado. A TCB ganhou a concorrência aberta pela Receita Federal disputando com outras três empresas. Uma das principais vantagens citadas pelo delegado da Receita Federal, Celso Pegoraro, com a contratação de uma empresa especializada para gerenciar a armazenagem dessas mercadorias
é a economia de despesas. "Com a contratação da TCB, nós dispensamos os serviços de vigilância e de limpeza, que eram por conta da delegacia. Agora, além da administração e guarda das mercadorias, a TCB também vai arcar com esse tipo de despesas. Isso vai gerar uma economia de R$ 40 mil a R$ 45 mil por mês para os postos da Receita Federal de Bauru. Isso é uma satisfação para nós, em relação à racionalização dos nossos serviços", afirma Pegoraro. O depósito tem 16.000 metros quadrados e capacidade para armazenamento de 80.000 metros cúbicos.
Outra importante característica apontada por ele é que o depósito, que estava abandonado, "deixará de servir para encontros entre marginais". "Os moradores daquela região estavam passando por muitos problemas desse tipo, e a própria vigilância do local não estava dando conta da situação", observa Celso Pegoraro. Além disso, o delegado destaca que todo o trabalho para a licitação das empresas candidatas a administrar o depósito foi feito pela delegacia da RF de Bauru, por funcionários daqui. "O processo todo correu perfeitamente e venceu a empresa que ofereceu a melhor proposta para os cofres da União", destaca Pegoraro. O depósito também ficará disponível para a Receita Federal promover os tradicionais leilões de mercadorias apreendidas.
O sócio-proprietário da TCB, Ednei Nascimento Ribeiro, diz que a empresa é especializada em armazenagem geral e habilitada pela Junta Comercial a ser fiel depositária de mercadorias de terceiros. "Em Campinas, a TCB armazena mercadorias para diversas empresas, inclusive multinacionais. Desde 95 nós trabalhamos com a Receita Federal na guarda e armazenagem de mercadorias apreendidas e administração de depósito. Em São Paulo a TCB administra, desde dezembro de 98, dois depósitos da Receita Federal. Aqui em Bauru nós iremos fazer a administração do depósito regional. É uma terceirização que deixará a TBC responsável pelo recebimento, contagem das mercadorias, pela armazenagem, pela segurança e vigilância do local. Todo o apoio operacional da movimentação da carga também vai ser feito pela TCB", informa Ribeiro.
De acordo com ele, o depósito funcionará totalmente informatizado. Através do sistema de controle de mercadorias, a Receita Federal terá informações "on-line" de toda a movimentação que for feita no depósito. Pegoraro ressalta que a TCB é responsável apenas pelo recebimento e armazenagem das mercadorias. Todos os outros procedimentos, como a realização dos leilões, são de responsabilidade da Receita Federal. "A função de administrar o depósito está sendo transferida para a TCB porque a Receita Federal está com falta de funcionários para isso. A TCB guarda as mercadorias e presta conta de tudo para nós", diz Celso Pegoraro. Segundo Ednei Ribeiro, a TCB já gerou 26 empregos diretos - todos para pessoas de Bauru - desde que assumiu o novo depósito da Receita Federal. No Interior de São Paulo só existem depósitos da Receita Federal de abrangência estadual em Bauru e Campinas.