07 de julho de 2026
Geral

Azeite de oliva

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Azeite de oliva O "rei" dos óleos comestíveis

As prateleiras do supermercado chegam a assustar: óleo de soja, de milho, de girassol, canola, algodão, azeite composto, azeite extra virgem, gordura hidrogenada... São gorduras para todos os paladares e bolsos. Mas qual será a diferença entre elas? Por que os médicos recomendam o uso de algumas, em detrimento das outras? E qual será realmente a mais saudável?

Até há cerca de 30-40 anos, quando surgiu o óleo de soja, o preparo dos alimentos dependia, quase sempre, das gorduras animais, principalmente da banha de porco. Naquela época, trabalhava-se de sol a sol; o carro era conforto de poucos; os eletrodomésticos não vinham com controle remoto. Mas com o avanço (e acessibilidade) destas tecnologias, surgiram alguns problemas que, mais recentemente, seriam atribuídos ao excesso de gordura na alimentação: as doenças cardíacas, o colesterol alto, a hipertensão arterial. Não quer dizer que esses problemas não existissem antes, mas eles aumentaram assustadoramente quando as pessoas se acomodaram no sedentarismo.

De acordo com a nutricionista Sílvia Tosi, numa época em que quase todo o mundo trabalha sentado, apertando botões,

é indispensável rever a quantidade de gordura que

é ingerida nas refeições, pois na era do controle remoto, é preciso "suar" muito para conseguir queimar umas poucas centenas de calorias diárias. Então, é preciso adequar a alimentação. E a regra número um é fugir das gorduras animais: do bacon, da carne vermelha, do leite integral e seus derivados.

No entanto, isso não significa que devamos simplesmente deixar de comer gordura. Esse elemento é imprescindível para que o organismo assimile várias vitaminas, como a vitamina A, D, E, K. O melhor a fazer é optar pelo melhor. E estudos que vêm sendo realizados há várias décadas apontam cada vez mais para o azeite de oliva como o melhor óleo vegetal para a saúde. O azeite teria a propriedade de aumentar a produção de HDL (o chamado colesterol bom), de reduzir as taxas do LDL (colesterol ruim) e ainda evitar a oxidação das células, responsáveis pelo envelhecimento. Ou seja, povos que se alimentam de azeite de oliva vivem, comprovadamente, muito mais.

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